Faculdade Mario Schenberg

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Prevenção e tratamento de incotinência urinária com exercícios para fortalecimento de períneo

Andreia Dias
Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra, muito mais frequente no sexo feminino pode manifestar-se tanto na mulher em menopausa quanto em mulheres mais jovens. As estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra evitam a perda urinária,  o músculo forma um pequeno anel em volta uretra é mais frágil nas mulheres. Além disso a gestação e o parto contribuem para uma fraqueza muscular da região.
Existem 3 tipos de incontinência:
a) Incontinência urinária de esforço – o sintoma inicial é a perda de urina quando a pessoa tosse, ri, faz exercício, movimenta-se;
b) Incontinência urinaria de urgência – mais grave do que a de esforço, caracteriza-se pela vontade súbita de urinar que ocorre em meio as atividades diárias e a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;
c) Incontinência mista – associa os dois tipos de incontinência acima citados e o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra.

Você sabia que existem exercícios vaginais que podem prevenir e até tratar a incontinência urinária?
Nós mulheres deveríamos aprender estes exercícios desde novinhas,  mas por falta de informação ou preconceito não temos este costume.
Para prevenção normalmente realizamos somentes exercícios, em caso de incontinência urinária já instalada pode-se recorrer a métodos como o uso de cones vaginais, exercícios de kegel, e a eletroestimulação através de aparelhos de eletroterapia.
Cones vaginais são pequenas cápsulas de formato anatômico, constituídas de materiais resistentes e pesados que inseridos no canal vaginal, proporcionam o estímulo necessário para que a mulher contraia corretamente a musculatura do assoalho pélvico e permite um treinamento com aumento de carga progressivo.
 O kit de cones é composto normalmente por cinco ou seis com pesos que variam entre 20g a 100g. A indicação depende de cada objetivo, mas de um modo geral, não é necessário chegar até o cone de 100g a não ser quando a finalidade seja a melhoria no desempenho sexual.
 Os exercícios permitem um fortalecimento crescente do perineo, além de melhorarem a propriocepção local (sensibilidade vaginal e percepção da contração e relaxamento da Musculatura do Assoalho Pélvico =  MAP). Melhorar força e propriocepção são úteis tanto para melhorar a sustetação dos órgãos pélvicos quanto na preparação para o parto.
Sexualmente, aumentar a força de contração da MAP significa, na prática, melhorar o poder de "contração da vagina" ao redor do pênis, melhorando a sensibilidade tanto da mulher quanto do parceiro no momento do ato sexual.
O teste  para escolher qual peso usar é simples: a mulher precisa inserir o cone no canal vaginal, se posicionar em pé e sentir ele descendo (ou puxando para baixo), de um modo que ele só fique dentro da vagina se a MAP estiver contraída. O cone ideal é aquele que só não cai quando a mulher está contraindo a MAP, e que pode ser segurando na vagina por 3 a 10 segundos sem cair.
Se a mulher, ao ficar em pé, não sentir peso nenhum, ou então se o cone ficar parado na vagina mesmo que ela não esteja contraindo a MAP, ou então se ela consegue segurar o cone sem cair por mais de 10 segundos, o cone está muito leve, e deve ser trocado pelo próximo, mais pesado.
 Se, quando em pé, a mulher conseguir segurar o cone na vagina mas só por menos que 3 segundos, então o cone é muito pesado, e deve ser substituído pelo anterior, mais leve.
O cone deve ser posicionado profundamente, após a inserção deve-se usar preferencialmente uma calcinha para evitar de o cone acidentalmente cair no chão. A partir de então deve ser realizada a série de exercícios, orientada por fisioterapeuta especialista, que varia para cada caso.
As séries de exercícios variam de acordo com cada caso, mas de um modo geral, como em qualquer outro plano de fortalecimento muscular, os exercícios devem ser feitos dia sim, dia não: o descanso entre cada sessão é tão importante quando o exercício em sí.
Quando a mulher conseguir fazer todas as contrações sem que o cone caia nenhuma vez durante o treino, este pode ser progredido com mais peso, de acordo com o aval técnico e com os objetivos do tratamento.
O treinamento pode ser progredido fazendo com que a mulher use o cone enquanto realiza outras atividades, como caminhar, subir e descer escadas, tossir, agachar, etc, conforme definido no plano terapêutico.
Exercícios de Kegel:
Para fazer o exercício de kegel de forma correta, identifique o músculo do períneo:
Tente segurar o "xixi" contraindo os músculos do assoalho pélvico como se quisesse "puxar" a vagina para dentro,
Mantenha a contração deste músculo ou seja e conte até 10 e depois relaxe.
Faça 10 exercícios seguidos, três vezes ao dia (manhã, tarde e noite).
O objectivo deste exercício é restaurar o tônus e a força muscular do períneo e de todo o pavimento pélvico, impedindo a perda de urina e melhorando até mesmo o desempenho sexual.
Primeira faça os exercícios deitada, depois faça durante atividades como subir escadas, pular, etc.

CONSULTE UM FISIOTERAPEUTA ESPECIALISTA EM GINECOLOGIA.

Gelo e Ultrasom, podemos combinar estas duas terapias?

Juliana Oliveira


Embora muitas modalidades de tratamento fisioterapêutico ainda não tenham a devida comprovação, devemos sempre que possível buscar práticas que sejam baseadas em evidências. A postagem de hoje apresenta uma discussão sobre a aplicação do ultrasom imediatamente após a Crioterapia.

Inicialmente pensei em classificar esta postagem na seção de “Mitos e Lendas da Fisioterapia”, mas julguei que seria mais interessante abrir um espaço para o debate, afinal de contas “a falta de evidência não é uma evidência”. Gostaria muito que as pessoas contribuíssem com informações sobre o assunto.
Pois bem, vamos lá;

GELO E ULTRA-SOM
Eu aprendi na Faculdade que quando aplicado antes do ultra-som, a crioterapia é capaz de potencializar os efeitos mecânicos do US. Esta idéia se baseia no fato de que se você reduz a temperatura tecidual você aumenta a densidade e assim potencializa os efeitos da micromassagem do ultrasom pulsátil. Como de praxe fiz uma busca no Google e em algumas bases de dados, e fiquei surpreso por não encontrar absolutamente nada sobre ultrasom pulsátil associado ao Gelo.
Pra não dizer que foi uma busca inútil, encontrei dois artigos que investigaram o uso do Gelo antes do Ultrasom, porém estes artigos investigaram a premissa de que a crioterapia antes do US aumentaria o pico de temperatura alcançado nos tecidos.
As informações desta postagem são baseadas nos artigos -  Temperature Changes  in Deep Muscles of Humans During Ice andUltrasound Therapies: An In Vivo Study, publicado em 1995 no JOSPT, e no artigo Temperature Changes During TherapeuticUltrasound in the Precooled Human Gastrocnemius Muscle,publicado no Periódico  Journal os Atthletic Training, em 1994.

Em ambos os artigos os autores se questionam se a premissa de que os efeitos atribuídos ao gelo associado ao US são baseados em princípios científicos ou simples especulações, e discutem os fundamentos teóricos que justificariam o uso de gelo antes do US.
Uma explicação para a popularidade do uso do gelo antes do US pode ter haver com achados relativos a qual meio oferece a melhor transmissão de US, e a possibilidade de que a temperatura do meio influencie o desfecho térmico do tratamento.

Lehman et al (Lehmann  JF,  DeLateur  BJ,  Silverman DR: Selective heating  effects of ultra-sound in human beings. Arch Phys Med Rehabil 47:33 1-339, 1966) relataram que um meio de condução frio (gel de acoplamento resfriado) foi capaz de causar um aumento mais significativo na temperatura tecidual do que um gel aquecido ou de um gel em temperatura ambiente. Estes autores concluíram que a temperatura ideal para o gel de US deveria ser inferior a 21°C. A idéia de que a crioterapia prévia ao US seja similar ao uso de gel de acoplamento resfriado pode ter sido a razão pela qual os fisioterapeutas começaram a usar crioterapia antes do US. Entretanto existe uma enorme diferença entre o gelo antes do US e a aplicação de um meio de acoplamento gelado, pois quando o meio de contato gelado é aplicado sobre a pele, seguida imediatamente da aplicação do US, existe um tempo muito curto para causar vasoconstrição e resfriamento significativo. 

É interessante notar que esta é uma referência de 1966, ou seja: Um hipótese equivocada pode ter passando por várias gerações de fisioterapeutas, e que somente 30 anos depois,  em 1994 foi conduzido o primeiro experimento (pelo menos os que eu encontrei) que investigou a efetividade do tratamento ! ! ! ! ÊÊÊÊITA  placebo véio sô !!!

Algumas passagens merecem ser destacadas. Com relação aos fundamentos teóricos da prática :
“... o US precisa de um meio denso para obter seu efeito máximo. De acordo com várias pesquisas,(...) o US é melhor absorvido em tecidos densos que tenham bastante proteínas. Quanto mais denso o meio, melhor a onda de US será absorvida pelos tecidos, possivelmente resultando em maiores efeitos terapêuticos. Esta é basicamente a justificativa para o uso do Gelo antes do US.” (...)“Em geral, a crioterapia estimula respostas fisiológicas como a vasoconstricção e redução do fluxo sanguíneo. Isso não apenas resulta em redução da temperatura local mas, pelo menos em teoria, pode ajudar a aumentar temporariamente a densidade dos tecidos que estão sendo tratados, consequentemente aumentando os efeitos mecânicos dos US.”
Temperature Changes in Deep Muscles of Humans During Ice and Ultrasound Therapies: An In Vivo Study

Estes autores concluíram que o gelo antes do US não oferece nenhuma vantagem adicional ao tratamento, conforme a passagem abaixo da discussão:
“O protocolo do estudo envolveu 5 minutos de aplicação de gelo antes do US. O gelo causou vasoconstricção e consequentemente exigiu mais calor do US para aquecer os tecidos, dilatar os vasos e distribuir o calor. Desta forma, o uso do gelo antes do US pode ter permitido uma queda excessiva da temperatura, impedindo ao invés de potencializar a efetividade termal do US. Um conclusão que pode ser traçada a partir dos resultados é a de que  a uma profundidade de 5cm , o pré-resfriamento de tecidos por 5 minutos antes do US não gera benefícios se o propósito do US é o de criar um aumento significativo na temperatura tecidual. “
Temperature Changes in Deep Muscles of Humans During Ice and Ultrasound Therapies: An In Vivo Study

Os autores Rimington et al. Obtiveram os mesmos resultados, porém são mais agressivos em seus comentários:  
“Se o propósito do tratamento com US é o de aumentar a temperatura do tecido a uma profundidade de 3 cm, o pré-resfriamento (crioterapia) do tecido durante 15 minutos antes de US é um exercício de futilidade. (...) A suposição clínica de que o resfriamento dos tecidos antes de um tratamento com US aumenta a temperatura de pico de tais tecidos não é verdade. A incapacidade do US elevar a temperatura da área até mesmo de volta para a linha de base pré-tratamento,  demonstra os efeitos dominantes do gelo.”
Temperature Changes During Therapeutic Ultrasound in the Precooled Human Gastrocnemius Muscle. 
Muito bem, estes artigos não respondem a minha dúvida inicial que é a influência do Gelo para os efeitos não térmicos do US, mas creio que esta postagem deixa claro duas coisas:
#1- Os gringos também usam tratamentos empíricos sem fundamento científico, e
#2- Até podemos aceitar usar um tratamento sem comprovação formal, mas não devemos aceitar tudo o que aprendemos na faculdade simplesmente porque alguém diz : "tenho bons resultados usando este tratamento". 
Como eu disse anteriormente, não encontrei nenhum artigo que fale sobre US pulsado e crioterapia. A hipótese, neste caso seria de que o resfriamento de uma determinada área iria potencializar os efeitos não térmicos obtidos com o US. Pulsado. Creio que esta pergunta permanecerá em aberto, mas espero que alguém se anime com esta pesquisa e, quem sabe, em breve tenhamos a comprovação ou refutação deste tratamento.

Teste de thrust do sacro


Descrição

O objetivo deste teste é avaliar se a articulação sacro-ilíaca está ou não na origem dos sintomas do paciente.

Técnica 
O paciente encontra-se deitado de barriga para baixo. O examinador aplica uma força firme postero-anterior em vários locais do sacro: base, vértice, e cada lado do sulco sacral. De seguida, o examinador aplica uma pressão cefálica sobre o sacro em cada posição: base e ápice (para aplicar pressão cefálica, primeiro comprimir os tecidos, em seguida, aplicar a força cefálica). O teste é considerado positivo se em algum dos locais de palpação forem reproduzidos os sintomas do paciente.

Precisão do teste
Este teste apresenta uma sensibilidade de 63% e uma especificidade de 75% no diagnóstico de dor/disfunção nas articulações sacroilíacas.



Laslett M, Aprill CN, McDonald B, Young SB. "Diagnosis of sacroiliac joint pain: validity of individual provocation tests and composites of tests." Man Ther. 2005 Aug;10(3):207-18.

Cinco maneiras de preparar o seu corpo para a gravidez


Andreia Dias

Se ter filhos faz parte do seu plano a 10 anos ou se decidiu agora que é hora de começar a tentar, nunca é cedo demais para começar a preparar o seu corpo para a gravidez. 
Tenha a certeza de que o seu corpo está pronto para carregar um bebé, abordando qualquer dor ou problemas associados com a postura ou fraqueza muscular antes de pensar na gravidez. Infelizmente, esses problemas podem piorar durante a gravidez e causar dor e disfunção. 
A boa notícia é que um fisioterapeuta pode avaliar, diagnosticar e tratar problemas músculo-esqueléticos pré-gravidez e continuar a ajudá-la durante a gravidez e pós-parto. Veja como neste excelente artigo da fisioterapeuta Marianne Ryan.

Dicas para ajudar a preparar o seu corpo para a gravidez

  • Fortalecer os músculos pélvicos. Para fortalecer estes músculos, use contrações do pavimento pélvico (comummente referidos como exercícios de Kegel), que envolvem contração suavemente os músculos do esfíncter (em vez das nádegas e coxas). Estes exercícios ajudam a prevenir fugas quando a mulher espirra, tosse, etc, e também podem ajudar a reduzir a dor pélvica durante a gravidez. No entanto, muitas mulheres fazem estes exercícios incorretamente (talvez porque os músculos estão muito tensos e precisam ser relaxado antes fortalecimento). Os fisioterapeutas especializados em saúde da mulher podem instruí-la sobre como realizar estes exercícios de forma segura e correta.

  • Prepare-se para "barriga do bebé", concentrando-se na sua zona abdominal. Exercícios básicos podem ajudar a prevenir a diástase (separação muscular recti-abdominal). A sua barriga cresce, os músculos abdominais, que correm verticalmente ao longo de cada lado do umbigo podem ser forçados para fora, como a abertura de um fecho, e o resultado pode ser dor lombar, dor pélvica ou outras lesões. Mas cuidado, alguns exercícios abdominais aumentam a probabilidade de desenvolver diástase dos retos.
  • Respire! Aprender a respiração adequada e técnicas de relaxamento. O seu fisioterapeuta vai ajudar a preparar o corpo e a mente para uma gravidez saudável. É importante aprender a expirar corretamente antes de realizar qualquer exercício. Com a técnica adequada, o seu core e os músculos do pavimento pélvico contraem-se automaticamente, e isso vai levar a ótima estabilidade e proteção de lesões.
  • Começar uma rotina de exercícios regulares. O exercício vai ajudar a reduzir a quantidade de cortisol (hormona do stress) e vai aumentar a sua força muscular e cardiovascular, força que você precisa para carregar esse peso extra. Depois de engravidar, considere atividades de relativamente baixo impacto, como natação, caminhada em superfícies planas ou bicicleta. As corredores devem estar cientes de que o afrouxamento dos seus ligamentos podem torná-las mais suscetíveis a lesões no joelho e no tornozelo. Além disso, como os músculos e ligamentos que sustentam órgãos pélvicos da mulher enfraquecem um pouco, o choque repetitivo de correr pode causar o prolapso de órgãos pélvicos. Pode ainda usar roupas que ofereçam maior suporte do pavimento pélvico.
  • Pratique uma boa postura. Má postura pode ter um efeito importante sobre o seu corpo, particularmente no que diz respeito à dor durante a gravidez. Um fisioterapeuta pode avaliar a sua postura e sugerir exercícios de fortalecimento muscular e educação de estilo de vida (como não sentar à mesa por longos períodos, e levar as suas compras de supermercado corretamente). Estabelecer hábitos saudáveis ​​de postura pré-gravidez irá diminuir a probabilidade de desenvolver lombalgia e dor pélvica.

No meio de planeamento e emoção, reserve um tempo para preparar o seu corpo para os desafios gratificantes que tem pela frente.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Resposta do Caso Clínico


Promessa é dívida:


Resposta 1:
D) Lesão da articulação facetária direita C2/C3: a hipótese mais provável é um travamento cervical agudo repentino no nível C2/3 ou abaixo. Um pinçamento do tecido meniscóide interfacetário é uma explicação possível.

Resposta 2:
B) Não: Ainda que não haja indicação de perda de condução do trato neural, é possível que este tecido ainda seja fonte de dor por irritação mecânica ou química.

Resposta 3:
C) Testes de provocação do trato neural: provocar o trato neural e observar sua resposta dá indicação da falta de capacidade deste sistema em suportar forças mecânicas e pode implicá-lo como a fonte de dor.

Resposta 4:
B) Avaliação passiva do movimento fisiológico: esta avaliação lhe dará informação sobre qual ou quais segmentos estão envolvidos e que direção do movimento está mais afetada.

Resposta 5:
B) Na dor mecânica nociceptiva as terminações nervosas podem ser distorcidas por pressões anormais ou tensão dos tecidos. O movimento aumenta este estímulo aumentando a dor. O inicio rápido dos sintomas também sugere este mecanismo. A saber, o mecanismo isquêmico também pode estar presente devido ao espasmo muscular produzindo um ambiente isquêmico.

Resposta 6:
A) BOM.
Já que:
1) o Paciente é jovem e ativo.
2) Não há sintomas neurológicos.
3) Não há história passada de trauma na cervical.
4) A saúde geral do paciente é boa.

Resposta 7:
A) Sim: Deve ser limitado considerando a irritabilidade de sua condição que pode ser assumida por:
1) Presença de postura antálgica.
2) Dor significante com movimentos do pescoço.
3) AVD's limitadas pela dor.
4) Dificuldade em dormir.

Resposta 8:
E) Inclinação para a direita: O paciente tem zero graus de inclinação para a direita, mantém sua cabeça inclinada para a esquerda (posição antálgica) e exibe expressões faciais de dor e desconforto durante este movimento.

Resposta 9:
C) C2/3 direita: O padrão antálgico de rotação e inclinação ipsilateral em típico dos travamento agudos cervicais em cervical média ou baixa. No caso deste paciente a inclinação e rotação para a esquerda procura "tirar a carga" do lado direito afetado. A saber o acometimento de C1/2 costuma se apresentar com inclinação e rotação contralateral (mov. associado padrão), padrão este chamado em inglês de deformidade "cock robin". Os níveis C5/6 ou C7/T1 não correspondem a área sintomática deste paciente.
Resposta 10:
A) C2/3 mobilização em rotação para a esquerda: Um travamento agudo cervical espasmódico irá responder melhor para uma técnica que "abra" o segmento afetado. "Fechar" o segmento ou ir em direção ao bloqueio irá aumentar a dor e o espasmo. As técnicas iniciais devem ser suaves e toleradas pelo paciente. A técnica irá deslizar a superfície articular facetária numa direção ântero-superior em relação a vértebra C3.

Resposta 11:
C) Devem ser feitos de forma terapêutica específica e dentro do limite da dor do paciente: Exercícios terapêuticos são essenciais na reabilitação cervical e para um paciente com disfunções mecânicas / musculoesqueléticas cervicais sem sinais graves ou patologia séria, devem ser inciados o mais breve possível.

Resposta 12:
B) Não: Colar cervical não é indicado. A mobilização precoce resulta em melhor prognóstico para este paciente. Em traumas mais graves (ex: como "Chicote") o colar cervical pode ser usado em início mas deve também ser abandonado o mais breve possível.

Resposta 13:
B) C2/3 manipulação "gap" a direita: A mesma técnica insistida uma segunda vez não deve provocar resultados e a a técnica não deve ser feita para a direita devido ao espasmo. A manipulação "abrindo o segmento" deve ser tentada. A mesma é feita criando inclinação para a esquerda (depois do travamento) abrindo o segmento do lado direito.

Conclusões:
Este paciente foi finalmente tratado. A técnica produziu resultado com a melhor imediata dos sintomas. O paciente recebeu instruções de exercícios específicos e os mesmos devem ser repetidos por alguma semanas para evitar a reincidência. Conselhos sobre o uso da cervical em sua vida diária também foram dados.
O processo de raciocínio clínico forma a base do êxito do tratamento em fisioterapia manipulativa e musculoesquelética  Um paciente não tem sua condição tratada por uma técnica manual bem feita. O sucesso depende da percepção e interpretação do clínico da apresentação subjetiva e física do paciente que definem a escolha da terapêutica. Sugestões sobre outros pacientes são bem vindas para que possamos trabalhar com o processo novamente!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Estalar Dedos


Andreia Dias 


Ao tentar responder a pergunta inicial “porquê os dedos estalam?”, não poderia imaginar os desdobramentos que este tema teria. No final, percebi que arrumei sarna pra me coçar pois várias outras questões surgiram: Todo ruído articular é causado por cavitação? Estalar os dedos causa artrose ? existe algum benefício em se estalar uma articulação?, Dedo estalado tem gordura trans? e por aí vai...
De fato, eu adoraria responder estas perguntas para satisfazer minha curiosidade (e de muitas outras pessoas), mas este tipo de pesquisa dá muito trabalho e acaba atrapalhando a frequência das postagens do blog. Por causa disso, abordarei hoje somente a questão de se estalar os dedos faz mal, e deixarei os outros temas para serem discutidos aos poucos, ao longo dos próximos meses.


ESTALAR AS ARTICULAÇÕES FAZ MAL? . . . O QUE DIZEM OS CIENTISTAS.

Dois trabalhos publicados buscaram responder esta pergunta. São publicações antigas (The consequences of habitual knuckle cracking. West J Med 1975; e Effect of habitual knuckle cracking on hand function. Ann Rheum Dis 1990), mas que por sorte estão disponíveis on line.
No trabalho publicado em 1975, idosos com o hábito de estalar os dedos foram comparados com aqueles que não tinham este costume. Os autores realizaram exames clínicos e radiográficos em busca de sinais degenerativos articulares como artrose, osteófitos e alargamento ósseo nas articulações metacarpofalangeanas. Esperava-se encontrar uma incidência maior de processos degenerativos nos “estaladores” do que nos “não estaladores”. Mas isso não ocorreu, e a conclusão foi a de que a consequência principal do hábito de estalar os dedos parece ser o efeito irritante causado naqueles que são obrigados a ouvir os cleckes.
No segundo trabalho, publicado em 1990, foram investigados 300 pacientes e também não foram encontrados indícios de que o hábito de estalar os dedos esteja relacionado a alterações degenerativas. No entanto foi observado uma maior incidência de edema nas mãos e redução da força de preensão manual entre os “estaladores”. Acho importante ressaltar que estes resultados devem ser vistos com cuidado, pois pode haver aqui um viés de confundimento. Pois metodologicamente falando, as duas populações (“estaladores” e “não estaladores”) eram bem diferentes, sendo o grupo dos “estaladores” composto por trabalhadores manuais e também tendiam a fumar, beber e roer as unhas mais frequentemente do que os “não estaladores”. Sendo assim, quem me garante que este edema e a redução da força não sejam causados pela interação destes fatores e não pelo estalar de dedos?
É importante ressaltar que estes trabalhos não oferecem respostas definitivas. A única certeza que posso ter é que estalar os dedos é bom demais e me dá um alívio danado!
Ah! antes que eu me esqueça, tem um outro tipo de estalo articular que não é causado pela cavitação, e que pode causar lesões do tipo microtrauma. Este outro ruído é causados pelo ressalto do tendão contra o osso. Quer saber como diferenciar um do outro? Muito simples:
Se o estalo foi causado por cavitação, você vai precisar esperar uns 30 minutos até estalar novamente a articulação. Se você puder causar o estalo repetidas vezes sem necessidade de esperar, então é possível que seja causada por algum tendão resvalando em contato com o osso e, neste caso, a repetição do estalo pode causar uma inflamação no tendão ou seja: uma tendinite.

Os benefícios da Respiração Correta


Juliana Oliveira


Alguma vez você já se perguntou qual foi a primeira coisa que fez ao chegar a este mundo? E antes de partir, qual será sua última ação? As duas perguntas têm a mesma resposta: respirar. Por ser um ato involuntário, muitas pessoas não percebem a importância da respiração. No entanto, ela é considerada a principal função do organismo, afinal, diversas funções fisiológicas só acontecem graças a este ato. Portanto sem a respiração não existe vida.
A entrada e a saída de ar pelas narinas pode manifestar de várias formas. De acordo com a inspiração e a expiração, é possível saber se o organismo recebe oxigênio suficiente para as atividades metabólicas e se há controle das emoções. Por isso, é imprescindível respirar corretamente. Melhorando tanto as funções relacionadas ao funcionamento do corpo, quanto às atividades externas que são desenvolvidas, como exercícios, dança e canto.
A respiração é um evento cíclico e automático, controlado pelo cérebro, que promove, em média, uma inspiração a cada cinco segundos, ou seja, 12 vezes por minuto. Estudos indicam que, em um dia, respiramos cerca de 20 mil vezes. É por meio dela que o corpo absorve o oxigênio e elimina o gás carbônico. Com a entrada de oxigênio, as células produzem a energia necessária para todas as atividades relacionadas às funções do organismo.
Por outro lado, a falta de 5% de oxigênio no corpo de uma pessoa provoca enjôos e tontura. A ausência de 10% leva ao desmaio e a falta de 30% ocasiona a morte. Para que isso não ocorra, cabe aos sistemas respiratório e cardiovascular a responsabilidade de distribuir a todos os tecidos, órgãos e sistemas do corpo uma quantidade adequada de sangue rico em oxigênio. Porém, 80% do oxigênio transportado pelo sangue é consumido pelo cérebro, órgão que representa apenas 2% do peso total do corpo.
O diafragma é o principal músculo da respiração que separa o tórax do abdômen. Ele se movimenta verticalmente, e quando se contrai e pressiona os pulmões para baixo, ocasiona a inspiração. Na expiração ocorre o movimento contrário, ou seja, ele relaxa e pressiona os pulmões para cima. É por meio do diafragma que é analisado os tipos de respiração, dividindo-as de acordo com o efeito que produzem no organismo.
Como 95% de energia produzida nas células requer oxigênio, uma correta respiração é de extrema importância para a vida. Porém, a maioria das pessoas respira de maneira errada. Um adulto inala cerca de 350, 400 ml de oxigênio a cada inspiração, porém, seus pulmões têm capacidade de receber dez vezes mais, ou seja, cerca de quatro litros de oxigênio.
O volume de oxigênio respirado tem estreita relação com as emoções e padrões de comportamento. Por exemplo, quando pensamos em algo bom, a respiração se expande e aprofunda. Por outro lado, em casos de medo e ansiedade, a respiração altera-se e torna-se curta e superficial. Quando uma pessoa fica nervosa, ela trunca a respiração, ou seja, inspira menos e expira mais, podendo ter tonturas, modificação do estado de consciência e até desmaios.
Se uma pessoa respirar mais rapidamente, menos oxigênio será mandado ao sangue e, conseqüentemente, seu coração precisará bater mais vezes para enviar a mesma quantidade de oxigênio ao cérebro. Segundo a instrutora de Yoga Tatiana Perez, quanto mais se exige do coração, maior será a chance de essa pessoa desenvolver doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial. “Por outro lado, se você aprende a respirar adequadamente, terá mais controle sobre a freqüência cardíaca, não sobrecarregando o coração. Assim, não liberará adrenalina em excesso, e sim endorfina e serotonina, substâncias químicas responsáveis pela sensação de relaxamento e de bem-estar”, explica.
Segundo o psicoterapeuta corporal Eunice Ferrari, quando respiramos corretamente, também proporcionamos ao nosso organismo a chance de desenvolver sua capacidade inata de auto-regulação.
Desse modo, exercícios respiratórios do yoga surgiram da observação do ato de respirar. Partindo da respiração abdominal, os antigos mestres começaram a testar diferentes tipos de respirações e analisar seus efeitos. Foi assim que se desenvolveram os pranayamas, os exercícios de respiração.

Respiração abdominal ou natural
Respiração natural é aquela que os bebês já nascem sabendo e que se torna errada ao longo da vida.
– Deite-se de costas, em superfície dura, descanse as mãos sobre o abdômen, relaxando todos os músculos.
– Expire vigorosamente pelas narinas e encolha o abdômen em um movimento inicialmente mecânico até que seu corpo esteja habituado à respiração correta.
– Inspire lentamente pelas narinas, deixando que o ar preencha completamente o abdômen. Eleve-o, em seguida. Dessa maneira, o diafragma abaixa e abre-se maior espaço para os pulmões. Você não deve sentir movimentos de expansão nas costelas ou no peito. Durante o processo, o abdômen é o único a se movimentar.

Respiração Yogue
Esta respiração é a base fundamental de toda ciência yogue de respiração. Ela deve ser trabalhada seriamente para se transformar no método natural de respiração.
– Fique de pé ou sentado.
– Respirando sempre pelo nariz, faça uma inalação enchendo primeiro o abdômen. Conscientize-se da respiração e assegure-se de que está respirando profundamente pelo diafragma.
– Esse ar subirá pela parte inferior dos pulmões, indo para o diafragma, dilatando as costelas inferiores, em seguida, o osso esterno e, por último, o peito.

Respiração alternada

Este exercício ativa cada um dos hemisférios cerebrais, sincronizando-os. Use esta respiração quando sentir que seus pensamentos estão confusos ou quando a mente estiver muito agitada.
– Posicione sua mão esquerda sobre o joelho, e a mão direita com o dedo médio e indicador entre as sobrancelhas.
– Coloque o polegar ao lado da narina direita e o anular ao lado da esquerda.
– Feche a narina direita com o polegar e inspire e expire com a esquerda, durante cinco vezes.
– Libere a narina direita e respire cinco vezes com a direita, fechando a narina esquerda com o dedo anular. Esse é um ciclo completo. O ideal é praticar vinte e cinco ciclos.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Academia de Ciências dos Estados Unidos elege pela primeira vez brasileira


Agência FAPESP – A médica Ruth Nussenzweig, professora na Universidade de Nova York, é a primeira cientista brasileira a ser eleita como membro da Academia de Ciências dos Estados Unidos (NAS, na sigla em inglês), em 150 anos de história da consagrada instituição.

Ruth junta-se agora na NAS a outros três pesquisadores e professores brasileiros: seu filho Michel Nussenzweig, da Universidade Rockfeller, José Nelson Onuchic, da Universidade Rice, e José Scheinkman, da Universidade Princeton. O anúncio foi feito no dia 30 de abril.

Na categoria Associado Estrangeiro, o Brasil teve como representante eleito este ano Vanderlei Bagnato, professor titular no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Centro de Ciências Ópticas e Fotônica (CePOF), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. Em setembro de 2012, Bagnato foi eleito membro da Pontifícia Academia de Ciências, no Vaticano.

Bagnato junta-se a Aloisio Araujo, Luiz Davidovich, Sérgio Henrique Ferreira, Ivan Izquierdo, Warwick Kerr, Jacob Palis e Francisco Mauro Salzano. Incluindo Max Birnstiel, nascido no Brasil e agora cidadão suíço, a representação brasileira na NAS chega atualmente a 13 cientistas.

Nova pesquisa no Brasil

Professora no Departamento de Parasitologia da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, Ruth trabalha com seu marido, o também pesquisador Victor Nussenzweig, desde os tempos de estudante na Faculdade de Medicina da USP. "Naquele tempo éramos só amigos e trabalhávamos em projeto de moléstia de Chagas. Cabulávamos muita aula", contou.

Reconhecida mundialmente por suas pesquisas pioneiras em malária, doença transmitida por mosquitos Anopheles infectados com parasitas Plasmodium, Ruth começou desenvolvendo um modelo experimental para estudo da imunidade contra o parasita.

"Ela foi a primeira a mostrar imunidade contra o esporozoíto do Plasmodium, um dos estágios de desenvolvimento do parasita", disse Momtchilo Russo, professor no Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Em trabalho publicado na década de 1960, Ruth imunizou camundongos com esporozoíto irradiado, incapaz de se multiplicar, e em seguida infectou os mesmos animais com esporozoíto normal, retirado da glândula salivar do mosquito, mostrando que os animais não desenvolviam a malária. Foi sua primeira grande contribuição na pesquisa por vacinas contra malária.

Em seguida, isolou o antígeno responsável por proteger os animais da doença, e a partir daí passou a trabalhar em vacinas e tratamentos. "O modelo experimental robusto que desenvolveu serviu como base para o desenvolvimento da vacina contra malária que está mais avançada no momento e que já foi testada em humanos, usando o antígeno CSP (circumsporozoite protein), isolado por ela", explicou Ricardo Gazzinelli, professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Por seu pioneirismo, Ruth tem grande influência em diversas áreas da biologia experimental incluindo imunologia, biologia parasitária e desenvolvimento de vacinas. "Seus trabalhos na área de imunologia servem como guia para o desenvolvimento de uma nova geração de vacinas recombinantes", disse Maurício Martins Rodrigues, professor da Universidade Federal de São Paulo que fez o pós-doutorado na Universidade de Nova York com Ruth Nussenzweig.

Sempre usando técnicas de fronteira, Ruth e seu grupo foram os primeiros a clonar um antígeno de parasita e produziram o primeiro anticorpo monoclonal contra o antígeno de parasita, segundo Gazzinelli. Outro legado do casal Nussenzweig para a ciência, em especial a brasileira, tem sido o treinamento de vários estudantes e pós-doutores que hoje são importantes líderes na área de imunologia, vacinologia e parasitologia.

Questionada sobre como reagiu ao receber a notícia da eleição, Ruth, perto de completar 85 anos, disse à Agência FAPESP que a distinção veio “um pouco tarde para mim, mas tomara mesmo que anime as cientistas mais jovens”.

"A indicação deveria ter ocorrido há 20 anos, mas certamente é um momento ímpar para o Brasil", destacou Rodrigues.

Agora o casal Ruth e Victor se prepara para voltar a pesquisar no Brasil, após décadas radicados no exterior, em um projeto apoiado por meio do São Paulo Excellence Chairs (Spec), programa-piloto da FAPESP que busca estabelecer colaborações entre instituições do Estado de São Paulo e pesquisadores de alto nível radicados no exterior.

"A FAPESP tem sido muito generosa e temos tido facilidade para trabalhar em colaboração com colegas mais jovens. Hoje em dia não fazemos mais a pesquisa, discutimos, e é dessa maneira que temos uma certa influência", disse Ruth.

Rodrigues, um dos professores que irá trabalhar com o casal Nussenzweig no Brasil, afirma que eles são sempre uma grande fonte de estímulo para os cientistas mais jovens. "Nunca param de querer saber mais e descobrir novas coisas”, disse.  

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Caso Clínico - Bloqueio cervical


Garry é um surfista homem de 30 anos de idade que gosta de “pegar onda” no domingo de manhã. Não se recorda muito sobre o incidente salvo que a dor começou no lado direito da parte baixa do pescoço e escápula após 10 minutos do incidente. A dor e a rigidez se tornaram pior rapidamente forçando-o a sair do mar e aumentaram de maneira geral durante a próxima hora. Ele percebeu que sua cabeça estava inclinada e rodada para o lado esquerdo e qualquer movimento fora desta posição aumentava significativamente sua dor no lado direito do pescoço (veja fig. 1).
Teve uma noite de sono muito agitada com dificuldade em obter uma posição confortável. Se apresentou a você fisioterapeuta na manhã seguinte. Ele havia obtido um alívio provisório tomando Neurofen (ibuprofeno) e com compressas quentes apesar de ainda permancer com o desvio cervical e não pode ir trabalhar. Ele é um carpinteiro e está trabalhando atualmente em construir uma residência.
Ele descreve a dor como uma dor constante profunda com dores “em fisgada” intermitentes durante movimentos de rotação particularmente para o lado direito e na extensão da cabeça. Não há nenhuma dor significativa no braço embora haja uma dor de cabeça ligeira no occipúcio direito. Não há nenhuma vertigem ou náusea ou formigamentos ou diminuição da sensibilidade. Ele joga rugby nos fins de semana e está na posição da primeira fila. Não teve nenhuma história passada significativa de traumatismo a seu pescoço. A saúde geral é normal.


Fig. 1 : Diagrama dos sintomas



Foto 1: Posição que o paciente se  apresentou

Pergunta 1: Qual sua principal hipótese para esta lesão?
A) Irritação aguda das raízes C5 C6 do lado direito
B) Lesão da articulação facetária direita C1/C2
C) Lesão / irritação do plexo braquial do lado direito
D) Lesão da articulação facetária direita C2/C3
E) Lesão do disco cervical

Pergunta 2: Considerando que o paciente não apresenta dor no membro superior, formigamento e perda de sensibilidade, iria você excluir competamente a possibilidade de envolvimento neural neste paciente?
A) Sim
B) Não

Pergunta 3: Que testes físicos lhe dariam mais informação sobre a possibilidade de envolvimento neural num caso como este?
A) Exame manual da condução neural
B) Avaliação do movimento intervertebral fisiológico e acessório passivo
C) Testes de provocação do trato neural
D) Movimento ativos

Pergunta 4: Que parte do exame físico você provavelmente colocará mais ênfase?
A) ADM ativa
B) Avaliação passiva do movimento fisiológico
C) Avaliação passiva do movimento acessório
D) Exame neurológico
E) Força e compimentos musculares

Pergunta 5: Qual você considera ser o mecanismo principal subjacente aos sintomas?
A) Neurogênico periférico
B) Mecânico nocicpetivo
C) Isquêmico nociceptivo
D) Inflamatório nociceptivo

Pergunta 6: Qual o provável prognóstico deste paciente?
A) Bom
B) Ruim

Pergunta 7: Você limitaria seu exame físico neste paciente?
A) Sim
B) Não
Liste as informações do exame subjetivo que lhe indicam o grau de irritabilidade do paciente.

Pergunta 8: Com base no movimento ativo, qual movimento você julga estar mais comprometido?
A) Extensão
B) Flexão
C) Rotação para a direita
D) Rotação para a esquerda
E) Inclinação para a direita

Pergunta 9: Com base na deformidade, exame ativo e área sintomática, qual segmento você julga ser o mais provável como fonte dos sintomas?
A) C1/2 direita
B) C1/2 esquerda
C) C2/3 direita
D) C7/T1 direita
E) C5/6 esquerda

Pergunta 10: Qual seria a técnica manual mais apropriada para o tratamento inicial deste paciente?
A) C2/3 mobilização em rotação para a esquerda
B) C2/3 mobilização em rotação para a direita
C) C2/3 mobilização em inclinação para a direita
D) C2/3 manipulação gapping do lado esquerdo
E) Nenhuma técnica manual deveria ser aplicada neste momento

Pergunta 11: Sobre a prescrição de exercícios (específicos para a cervical) neste momento para este paciente.
A) Não devem ser utilizados agora pois vão agravar a condição
B) Devem ser feitos alongamentos gerais para os músculos cervicais
C) Devem ser feitos de forma terapêutica específica e dentro do limite da dor do paciente

Pergunta 12: Colar cervical é indicado para este paciente para os próximos dias?
A) Sim
B) Não

Pergunta 13: A mobilização cervical anterior foi realizada por 3 séries de 60 segundos cada. A dor do paciente ao repouso teve uma redução muito pequena. Na reavaliação, a deformidade postural, ADM ativa e movimentos passivos fisiológicos não mudaram. Com estas informações, qual procedimento você acha mais apropriado fazer agora com este paciente?
A) C2/3 mobilização em rotação para a direita
B) C2/3 manipulação a direita "gap" ("separação")
C) A mobilização C2/3 para a esquerda deve ser insistida uma segunda vez
D) Nenhuma técnica deve ser usada mais neste paciente já que há o risco de apenas agravar.


As respostas e conclusão deste caso... na semana que vem!!!