Faculdade Mario Schenberg

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Prevenção e tratamento de incotinência urinária com exercícios para fortalecimento de períneo

Andreia Dias
Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra, muito mais frequente no sexo feminino pode manifestar-se tanto na mulher em menopausa quanto em mulheres mais jovens. As estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra evitam a perda urinária,  o músculo forma um pequeno anel em volta uretra é mais frágil nas mulheres. Além disso a gestação e o parto contribuem para uma fraqueza muscular da região.
Existem 3 tipos de incontinência:
a) Incontinência urinária de esforço – o sintoma inicial é a perda de urina quando a pessoa tosse, ri, faz exercício, movimenta-se;
b) Incontinência urinaria de urgência – mais grave do que a de esforço, caracteriza-se pela vontade súbita de urinar que ocorre em meio as atividades diárias e a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;
c) Incontinência mista – associa os dois tipos de incontinência acima citados e o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra.

Você sabia que existem exercícios vaginais que podem prevenir e até tratar a incontinência urinária?
Nós mulheres deveríamos aprender estes exercícios desde novinhas,  mas por falta de informação ou preconceito não temos este costume.
Para prevenção normalmente realizamos somentes exercícios, em caso de incontinência urinária já instalada pode-se recorrer a métodos como o uso de cones vaginais, exercícios de kegel, e a eletroestimulação através de aparelhos de eletroterapia.
Cones vaginais são pequenas cápsulas de formato anatômico, constituídas de materiais resistentes e pesados que inseridos no canal vaginal, proporcionam o estímulo necessário para que a mulher contraia corretamente a musculatura do assoalho pélvico e permite um treinamento com aumento de carga progressivo.
 O kit de cones é composto normalmente por cinco ou seis com pesos que variam entre 20g a 100g. A indicação depende de cada objetivo, mas de um modo geral, não é necessário chegar até o cone de 100g a não ser quando a finalidade seja a melhoria no desempenho sexual.
 Os exercícios permitem um fortalecimento crescente do perineo, além de melhorarem a propriocepção local (sensibilidade vaginal e percepção da contração e relaxamento da Musculatura do Assoalho Pélvico =  MAP). Melhorar força e propriocepção são úteis tanto para melhorar a sustetação dos órgãos pélvicos quanto na preparação para o parto.
Sexualmente, aumentar a força de contração da MAP significa, na prática, melhorar o poder de "contração da vagina" ao redor do pênis, melhorando a sensibilidade tanto da mulher quanto do parceiro no momento do ato sexual.
O teste  para escolher qual peso usar é simples: a mulher precisa inserir o cone no canal vaginal, se posicionar em pé e sentir ele descendo (ou puxando para baixo), de um modo que ele só fique dentro da vagina se a MAP estiver contraída. O cone ideal é aquele que só não cai quando a mulher está contraindo a MAP, e que pode ser segurando na vagina por 3 a 10 segundos sem cair.
Se a mulher, ao ficar em pé, não sentir peso nenhum, ou então se o cone ficar parado na vagina mesmo que ela não esteja contraindo a MAP, ou então se ela consegue segurar o cone sem cair por mais de 10 segundos, o cone está muito leve, e deve ser trocado pelo próximo, mais pesado.
 Se, quando em pé, a mulher conseguir segurar o cone na vagina mas só por menos que 3 segundos, então o cone é muito pesado, e deve ser substituído pelo anterior, mais leve.
O cone deve ser posicionado profundamente, após a inserção deve-se usar preferencialmente uma calcinha para evitar de o cone acidentalmente cair no chão. A partir de então deve ser realizada a série de exercícios, orientada por fisioterapeuta especialista, que varia para cada caso.
As séries de exercícios variam de acordo com cada caso, mas de um modo geral, como em qualquer outro plano de fortalecimento muscular, os exercícios devem ser feitos dia sim, dia não: o descanso entre cada sessão é tão importante quando o exercício em sí.
Quando a mulher conseguir fazer todas as contrações sem que o cone caia nenhuma vez durante o treino, este pode ser progredido com mais peso, de acordo com o aval técnico e com os objetivos do tratamento.
O treinamento pode ser progredido fazendo com que a mulher use o cone enquanto realiza outras atividades, como caminhar, subir e descer escadas, tossir, agachar, etc, conforme definido no plano terapêutico.
Exercícios de Kegel:
Para fazer o exercício de kegel de forma correta, identifique o músculo do períneo:
Tente segurar o "xixi" contraindo os músculos do assoalho pélvico como se quisesse "puxar" a vagina para dentro,
Mantenha a contração deste músculo ou seja e conte até 10 e depois relaxe.
Faça 10 exercícios seguidos, três vezes ao dia (manhã, tarde e noite).
O objectivo deste exercício é restaurar o tônus e a força muscular do períneo e de todo o pavimento pélvico, impedindo a perda de urina e melhorando até mesmo o desempenho sexual.
Primeira faça os exercícios deitada, depois faça durante atividades como subir escadas, pular, etc.

CONSULTE UM FISIOTERAPEUTA ESPECIALISTA EM GINECOLOGIA.

Cinco maneiras de preparar o seu corpo para a gravidez


Andreia Dias

Se ter filhos faz parte do seu plano a 10 anos ou se decidiu agora que é hora de começar a tentar, nunca é cedo demais para começar a preparar o seu corpo para a gravidez. 
Tenha a certeza de que o seu corpo está pronto para carregar um bebé, abordando qualquer dor ou problemas associados com a postura ou fraqueza muscular antes de pensar na gravidez. Infelizmente, esses problemas podem piorar durante a gravidez e causar dor e disfunção. 
A boa notícia é que um fisioterapeuta pode avaliar, diagnosticar e tratar problemas músculo-esqueléticos pré-gravidez e continuar a ajudá-la durante a gravidez e pós-parto. Veja como neste excelente artigo da fisioterapeuta Marianne Ryan.

Dicas para ajudar a preparar o seu corpo para a gravidez

  • Fortalecer os músculos pélvicos. Para fortalecer estes músculos, use contrações do pavimento pélvico (comummente referidos como exercícios de Kegel), que envolvem contração suavemente os músculos do esfíncter (em vez das nádegas e coxas). Estes exercícios ajudam a prevenir fugas quando a mulher espirra, tosse, etc, e também podem ajudar a reduzir a dor pélvica durante a gravidez. No entanto, muitas mulheres fazem estes exercícios incorretamente (talvez porque os músculos estão muito tensos e precisam ser relaxado antes fortalecimento). Os fisioterapeutas especializados em saúde da mulher podem instruí-la sobre como realizar estes exercícios de forma segura e correta.

  • Prepare-se para "barriga do bebé", concentrando-se na sua zona abdominal. Exercícios básicos podem ajudar a prevenir a diástase (separação muscular recti-abdominal). A sua barriga cresce, os músculos abdominais, que correm verticalmente ao longo de cada lado do umbigo podem ser forçados para fora, como a abertura de um fecho, e o resultado pode ser dor lombar, dor pélvica ou outras lesões. Mas cuidado, alguns exercícios abdominais aumentam a probabilidade de desenvolver diástase dos retos.
  • Respire! Aprender a respiração adequada e técnicas de relaxamento. O seu fisioterapeuta vai ajudar a preparar o corpo e a mente para uma gravidez saudável. É importante aprender a expirar corretamente antes de realizar qualquer exercício. Com a técnica adequada, o seu core e os músculos do pavimento pélvico contraem-se automaticamente, e isso vai levar a ótima estabilidade e proteção de lesões.
  • Começar uma rotina de exercícios regulares. O exercício vai ajudar a reduzir a quantidade de cortisol (hormona do stress) e vai aumentar a sua força muscular e cardiovascular, força que você precisa para carregar esse peso extra. Depois de engravidar, considere atividades de relativamente baixo impacto, como natação, caminhada em superfícies planas ou bicicleta. As corredores devem estar cientes de que o afrouxamento dos seus ligamentos podem torná-las mais suscetíveis a lesões no joelho e no tornozelo. Além disso, como os músculos e ligamentos que sustentam órgãos pélvicos da mulher enfraquecem um pouco, o choque repetitivo de correr pode causar o prolapso de órgãos pélvicos. Pode ainda usar roupas que ofereçam maior suporte do pavimento pélvico.
  • Pratique uma boa postura. Má postura pode ter um efeito importante sobre o seu corpo, particularmente no que diz respeito à dor durante a gravidez. Um fisioterapeuta pode avaliar a sua postura e sugerir exercícios de fortalecimento muscular e educação de estilo de vida (como não sentar à mesa por longos períodos, e levar as suas compras de supermercado corretamente). Estabelecer hábitos saudáveis ​​de postura pré-gravidez irá diminuir a probabilidade de desenvolver lombalgia e dor pélvica.

No meio de planeamento e emoção, reserve um tempo para preparar o seu corpo para os desafios gratificantes que tem pela frente.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Como controlar o apetite durante a gestação



Esqueça a velha história de que você tem de comer por dois. Apesar de a fome aumentar nesse período, não é preciso dobrar a quantidade de comida; bastam algumas modificações no cardápio.
*Simone Tinti
Você está grávida e ouviu dizer que precisa comer por dois? Pois esqueça essa história. Como diz Durval Ribas Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), apesar de a fome aumentar, sim, durante os nove meses, o exagero precisa ser evitado.
Como explica o nutrólogo, há dois fatores principais que interferem na sensação de saciedade da grávida. O primeiro é que o corpo passa a produzir mais peptídeos (substâncias responsáveis por mediar a sensação de fome); o segundo é que há diminuição dos movimentos peristálticos, que movimentam o alimento através do trato digestório. “É como se o próprio corpo dissesse ‘você precisa comer mais’”, afirma. Mas essa quantidade é pequena: cerca de 300 calorias a mais do que as 2 mil geralmente indicadas para um adulto.
E esse valor não precisa ser aumentado de uma só vez. “Vá aos poucos. No primeiro trimestre, adicione 150 calorias; no segundo, 250; no terceiro, 450…mas a média será de 300 calorias”. No caso de gravidez de gêmeos, basta dobrar esse número.
Então, se a fome aumenta, como controlar o ato de comer por impulso – que geralmente leva ao exagero? Uma sugestão do nutrólogo é comer de 6 a 8 vezes por dia, intercalando as refeições principais com lanches leves. Queijo, leite, gelatina ou alguma fruta estão liberados. Evite alimentos gordurosos e com excesso de sal.
Mães gordas, crianças obesas
Ao controlar seu peso, você está preservando não apenas a sua saúde, mas também a do bebê. Um estudo divulgado recentemente apontou que a obesidade da mãe pode aumentar o risco de o filho ter doenças congênitas, enquanto uma outra pesquisa sugere que gestantes acima do peso têm mais probabilidade de dar à luz bebês com peso acima da média.
Quanto engordar?
Não há consenso entre os obstetras. Enquanto alguns recomendam de 9 a 11 quilos, outros dizem que o ideal é de 11 a 15 quilos. Há ainda outra tabela que estima que a gestante deve engordar cerca de 15% do total do peso pré-gestacional. O melhor é consultar o seu médico.
Esqueça a velha história de que você tem de comer por dois. Apesar de a fome aumentar nesse período, não é preciso dobrar a quantidade de comida; bastam algumas modificações no cardápio.
*Simone Tinti
Você está grávida e ouviu dizer que precisa comer por dois? Pois esqueça essa história. Como diz Durval Ribas Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), apesar de a fome aumentar, sim, durante os nove meses, o exagero precisa ser evitado.
Como explica o nutrólogo, há dois fatores principais que interferem na sensação de saciedade da grávida. O primeiro é que o corpo passa a produzir mais peptídeos (substâncias responsáveis por mediar a sensação de fome); o segundo é que há diminuição dos movimentos peristálticos, que movimentam o alimento através do trato digestório. “É como se o próprio corpo dissesse ‘você precisa comer mais’”, afirma. Mas essa quantidade é pequena: cerca de 300 calorias a mais do que as 2 mil geralmente indicadas para um adulto.
E esse valor não precisa ser aumentado de uma só vez. “Vá aos poucos. No primeiro trimestre, adicione 150 calorias; no segundo, 250; no terceiro, 450…mas a média será de 300 calorias”. No caso de gravidez de gêmeos, basta dobrar esse número.
Então, se a fome aumenta, como controlar o ato de comer por impulso – que geralmente leva ao exagero? Uma sugestão do nutrólogo é comer de 6 a 8 vezes por dia, intercalando as refeições principais com lanches leves. Queijo, leite, gelatina ou alguma fruta estão liberados. Evite alimentos gordurosos e com excesso de sal.
Mães gordas, crianças obesas
Ao controlar seu peso, você está preservando não apenas a sua saúde, mas também a do bebê. Um estudo divulgado recentemente apontou que a obesidade da mãe pode aumentar o risco de o filho ter doenças congênitas, enquanto uma outra pesquisa sugere que gestantes acima do peso têm mais probabilidade de dar à luz bebês com peso acima da média.
Quanto engordar?
Não há consenso entre os obstetras. Enquanto alguns recomendam de 9 a 11 quilos, outros dizem que o ideal é de 11 a 15 quilos. Há ainda outra tabela que estima que a gestante deve engordar cerca de 15% do total do peso pré-gestacional. O melhor é consultar o seu médico.