Faculdade Mario Schenberg

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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 11

11. Assinale a alternativa que apresenta os órgãos receptores sensoriais envolvidos no arco reflexo do controle da função muscular:

a) Órgão tendinoso de Golgi e fuso neuromuscular

b) Órgão tendinoso de Golgi e corpúsculo de Rufini

c) Órgão tendinoso de Golgi e corpúsculo de Paccini

d) Fuso neuromuscular e corpúsculo de Rufini

e) Fuso neuromuscular e corpúsculo de Paccini



Minha resposta na ocasião: Correta. Essa acertei.

Receptores Sensoriais Musculares: Fusos Neuromusculares e Órgão Tendinoso de Golgi –
Estes receptores sensoriais informam a todo momento o córtex do que esta acontecendo na periferia, isto é, do estado de cada músculo e tendão. O feedback para a medula (músculo – medula) é necessário para que não haja lesões musculares. As informações que ascendem para o córtex são: comprimento das fibras musculares, tensão aplicada ao músculo e tendão e dinâmica do movimento.

Tanto o fuso neuromuscular quanto o órgão tendinoso de Golgi informa o córtex, cerebelo, medula e tronco encefálico sobre o estado atual de cada estrutura.

1. Fusos Neuromusculares: informam o córtex sobre o comprimento da fibra muscular e sua velocidade de alteração.

2. Órgão Tendinoso de Golgi: informam o córtex sobre a tensão nos tendões e sobre a velocidade de alteração da tensão.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A


quarta-feira, 18 de junho de 2014

AOCP – EBSERH – UFGD/MS 2014 – Questão 43

43. Assinale a alternativa que indica o valor do débito cardíaco de acordo com as seguintes aferições que foram obtidas em um homem:

I. Pressão venosa central: 10 mmHg

II. Frequência cardíaca: 70 bpm

III. [O2] da veia pulmonar: 0,24 ml O2/ml

IV. [O2] da artéria pulmonar: 0,16 ml O2/ml

V. Consumo de O2 corporal total: 500 ml/min

(A) 1,65 l/min.

(B) 4,55 l/min.

(C) 5,00 l/min.

(D) 6,25 l/min.

(E) 8,00 l/min

calcuki

Questão muito legal!

Inicialmente devemos recordar como se calcula o débito cardíaco:

DC = VS x FC

Traduzindo, o débito cardíaco é o resultado da multiplicação do volume sistólico pela frequência cardíaca.

Simplificando ainda mais, débito cardíaco é o volume que o coração ejeta em um minuto. Ele pode ser calculado multiplicando-se o número de batimentos pela quantidade de sangue ejetada em cada batimento(sístole).

Nas informações acima, já temos o valor da frequência cardíaca, que é 70 bpm. Nossa fórmula ficaria assim: DC = VS x 70 Pois é, #SQÑ! (Olha eu usando hashtags de novo… #issovicia.)

Precisamos achar o volume sistólico. E como se faz isso? Não sei. Mas como eu faço essa conta então!?

Pois é, já resolveram isso pra gente há mais de 100 anos. O médico alemão Adolf Eugene Fick, apresentou ao mundo em 1855 sua teoria para a difusão do gás através de uma membrana líquida.

É a lei de Fick, que envolve:

= Consumo de oxigênio por minuto (VO2) , usando um espirômetro (com o indivíduo respirando ar) e absorção de CO2.
– O conteúdo de oxigênio do sangue retirado da artéria pulmonar (representando o sangue venoso).
– O conteúdo de oxigênio do sangue colhido de uma cânula em uma artéria periférica (representando o sangue arterial).

A partir destes valores, sabe-se que:

VO² = (CO x CA) – (CO x CV)

onde
CO = Débito Cardíaco (Cardiac Output),
CA = Concentração de Oxigênio no sangue arterial e
CV = Concentração de Oxigênio no sangue venoso.

Isto nos permite dizer que DC = VO²/(Ca-Cv), e desta maneira calcular o débito cardíaco. Na realidade, este método é raramente usado em nossos dias, devido à dificuldade de coleta e de análise das concentrações gasosas.

Nossa conta, então, fica assim:

DC = 500/8 = 62,5. Alternativa “D”.

Para quem quiser ler mais:

http://ilucas.com.br/?tag=equacao-de-fick

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D

IDECAN – CREFITO/PR 2013 – Questão 18

18. “A sensibilidade que nos permite qualificar precisamente as impressões mecânicas em relação ao local de estimulação é mediada pelo tato __________, já a sensibilidade cujos estímulos resultam numa sensação de tato grosseiro denomina-se _____________.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.

A) epicrítico / tato protopático

B) protopático / tato epicrítico

C) epicrítico / sensibilidade térmica

D) protopático / sensibilidade dolorosa

E) epicrítico / sensibilidade somestésica

frase-cada-um-so-ve-do-universo-aquilo-que-a-sua-sensibilidade-ou-a-sua-maneira-de-ser-lhe-permite-o-agostinho-da-silva

Essa questão esconde uma pegadinha.

Na primeira lacuna, pede-se que se complete tato …, na segunda lacuna, isso não acontece, o que pode levar muita gente a ficar em dúvida e optar por sensibilidade térmica ou dolorosa, e há quem arrisque essa tal sensibilidade somestésica, que na verdade é tudo isso junto e misturado.

Somestesia (do latim soma, que quer dizer corpo e aesthesia, que significa sensibilidade) é a capacidade que homens e animais tem de receber informações sobre as diferentes partes do seu corpo. Essas informações podem ser referentes ao meio ambiente ou ao próprio corpo do animal e nem todas se tornam conscientes.
O tato epcrítico é rápido e preciso. Com essas qualidades, ele proporciona ao cérebro meios para identificação através do tato. Já o tato protopático é mais lento e bem menos preciso. A percepção da temperatura e da dor são relacionadas ao tato protopático.

Por isso cuidado com as definições de ambos. Quando lemos que um é rápido e preciso e outro lento e grosseiro, podemos concluir que o tato epicrítico é mais importante ou mais evoluído. Ledo engano, os dois são de importância absoluta.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

AOCP – EBSERH – UFGD/MS 2014 – Questão 42

42. Durante a inspiração,

(A) a pressão intrapleural é positiva.

(B) o volume nos pulmões é menor do que a capacidade residual funcional.

(C) a pressão alveolar é igual do que a pressão atmosférica.

(D) a pressão alveolar é maior do que a pressão atmosférica.

(E) a pressão intrapleural é mais negativa do que durante a expiração.

alveolos

Aqui dá para deduzir a resposta, mas temos que saber o que é pressão intrapleural e qual a relação da pressão atmosférica com a pressão alveolar.

Pressão intrapleural: é a pressão existente entre a pleura parietal e visceral, é sempre negativa, pois existe uma drenagem constante do líquido intersticial pelos ductos linfáticos, sendo no repouso – 5cm H2O.

-Durante a expansão do pulmão a pressão intrapleural fica mais intensa e negativa, cerca de –7cm H2O (inspiração).

- Durante a expiração a pressão intrapleural, aumenta para – 3cm H2O, esta pressão é sempre negativa nunca positiva.

Pressão alveolar: é a pressão interna do pulmão, no momento de repouso, ou seja, não se inspira nem expira a pressão alveolar é de 0cm H2O (sendo na realidade a pressão atmosférica).

- Durante a inspiração a caixa torácica se expande por causa da musculatura, o que expande também o pulmão, de acordo com as leis da física quando o volume de gás sofre um aumento súbito sua pressão diminui assim durante a inspiração a pressão alveolar cai para cerca de –1cm H2O.

- Durante a expiração ocorre o oposto do descrito acima e a pressão aumenta para cerca de 1cm H2).

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

AOCP – EBSERH – UFGD/MS 2014 – Questão 39

39. Se a frequência cardíaca aumentar, em que fase do ciclo cardíaco ela diminui?

(A) na sístole atrial.

(B) na contração ventricular isovolumétrica.

(C) na ejeção ventricular rápida.

(D) na ejeção ventricular reduzida.

(E) no enchimento ventricular reduzido.

coração

As alternativas de “A” a “D” descrevem fases do ciclo cardíaco normal Se o volume que chega ao coração for aumentado, a frequência de contração também será maior, para poder fazer esse volume desembocar na circulação novamente.

Então, a única forma de se diminuir a frequência cardíaca, é com a menor demanda, ou seja, coma diminuição do volume, o que na alternativa “E” é descrito como “enchimento ventricular reduzido”.

Vale pena revisar o conteúdo de anatomia e, principalmente, fisiologia do coração.





http://www2.ucg.br/cbb/professores/40/Biomedicina/Fisiologia/O%20coracao%20como%20uma%20bomba.pdf

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sorocaba/SP 2006 – Questão 22

22. O ponto final da unidade motora é

(A) o nervo.

(B) o axônio.

(C) o neurônio.

(D) a junção neuromuscular.

(E) o músculo esquelético.

Unidade motora e seus componentes
O impulso na unidade motora passa pelo neurônio, e passa também pela junção neuromuscular para estimular a fibra muscular, que é sua porção final.

A unidade motora muscular é formada pelo neurônio, axônio deste neurônio, pelas terminações nervosas do neurônio e pelas fibras musculares inervadas por estas terminações.

Placa motora é a região do sarcolema(membrana da célula muscular) que fica mais próxima da terminação do axônio.

Junção neuromuscular refere-se à terminação axonal motora junto com a placa motora terminal, sendo que o espaço entre elas é a fenda sináptica.

placa motora

Quando o axônio chega à célula muscular ele perde sua bainha de mielina, mas retém sua cobertura pela célula de Schwann, e forma uma terminação axonal expandida (membrana pré-sináptica), que passa impulsos nervosos através da fenda sináptica para a placa motora(membrana pós-sináptica), que é uma região modificada do sarcolema, que por sua vez é a membrana da célula muscular.

Junção neuromuscular é o conjunto formado pelas terminações do axônio, pela fenda sináptica e pela placa motora.

Não confundam com unidade motora, que é formada pelo neurônio e suas terminações, pela fenda sináptica, e pela placa motora e sua fibra muscular.



Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

quinta-feira, 13 de março de 2014

FUNRIO – Coronel Fabriciano/MG 2008 – Questão 40

40. Dentre as lesões do sistema nervoso periférico, aquela com pior prognóstico, em virtude de apresentar lesão anatômica, denomina-se:

A) neuropraxia.

B) axonopraxia.

C) neurotmese.

D) axonotmese.

E) dispraxia.


 Descrição de neurônio
Disfunções do sistema nervoso periférico devem estar bem resolvidas na sua memõria, caem em quase todo concurso.
Eu decorei a muito tempo estabelecendo uma hierarquia:

Neuropraxia – axoniotmese – neurotmese.
Aqui temos nos prefixos neuro – axonio – neuro. Mais fácil de lembrar assim. Depois é só recordar que “tmese” significa corte, para percebemos que é mais grave que “práxis”, que resumidamente significa prática.
Seddon (1948) classifica os diversos tipos de lesão de nervos periféricos como neuropraxia, axoniotmese e neurotmese. Seus conceitos de reparo de nervos periféricos e enxertos de nervo são obedecidos até hoje.
Sundderland (1945), na Austrália, estudou com detalhes a anatomia topográfica interna dos nervos periféricos. Seu trabalho trouxe o suporte para a teoria moderna de reparo interfascicular. Classifica as lesões de nervos periféricos em 5 graus, segundo o comprometimento anatômico.

Neuropraxia
neuropraxia

No primeiro grau de lesão (neuropraxia de Seddon ou grau I de Sunderland) a estrutura do nervo permanece intacta, porém a condução axonal está interrompida. Há uma perda temporária da função motora do nervo com disfunção da propriocepção, estímulo vibratório, tato, dor e sudorese . Não há degeneração walleriana. É uma lesão nervosa periférica sem solução de continuidade de fibras nervosas, com distensão, contusão, ou compressão, de prognóstico excelente. Com indicação de fisioterapia, principalmente durante o período no qual o nervo não exercer sua função. A cirurgia pode estar indicada em alguns casos de compressão do nervo que não regride ao tratamento conservador.

Axoniotmese

 axioniotmese

Na axoniotmese de Seddon, ocorre a interrupção do axônio porém as bainhas conectivas permanecem intactas. Surge a degeneração walleriana causando paralisia motora, sensitiva e autonômica, porém a recuperação pode ser de bom prognóstico, com tempo variável de acordo com o nível da lesão. Sunderland subdividiu esta lesão em três grupos: grau II – lesão do axônio, grau III – lesão da fibra nervosa (axônio + endoneuro) e grau IV – lesão do fascículo (axônio + endoneuro + perineuro). A lesão grau IV tem pior prognóstico que a III, e esta pior que a II, devido ao risco de uma regeneração imperfeita (reinervação cruzada), causando déficit motor e sensitivo residuais e possível necessidade de reeducação sensitiva. No grau IV a lesão pode ser tratada através da reparação cirúrgica por envolver até o perineuro. Nervos com este tipo de lesão podem evoluir com a formação de neuromas em continuidade e grave comprometimento da função. É uma lesão nervosa periférica com solução de continuidade das fibras nervosas, porém, com preservação da bainha de tecido conectivo que envolve o nervo (epineuro). Na axoniotmese o epineuro sempre se encontra preservado. Com prognóstico excelente, tratamento conservador e fisioterapia.

Aqui, vale relembrar que a degeneração walleriana é um processo de degradação de todas as estruturas do axônio distal à lesão, que perde sua continuidade com o corpo celular do neurônio. A degeneração axônica ocorre em alguns milímetros ou centímetros proximalmente à lesão e sua extensão varia de acordo com a intensidade do trauma.

Neurotmese
neurotmese


Na neurotmese de Seddon (lesão grau V de Sunderland) todo o nervo e suas estruturas estão lesadas. Não há integridade do epineuro. A reparação sempre é cirúrgica. A regeneração e reinervação nunca é completa e, geralmente, os pacientes evoluem com alguma deficiência residual quanto a função motora e sensitiva. É uma lesão nervosa periférica com secção completa do nervo. Prognóstico reservado, com indicação de reparação cirúrgica do nervo ou transferência muscular. Na evolução, existe também indicação de fisioterapia.

SEDDONSUNDERLANDLESÃO
NeuropraxiaGrau Idisfunção   (ausência de lesão)
AxoniotmeseGrau IIAxônio
AxoniotmeseGrau IIIAxônio + endoneuro   (fibra)
AxoniotmeseGrau IVAxônio +   endoneuro + perineuro (fascículo)
NeurotmeseGrau VAxônio +   endoneuro + perineuro + epineuro (nervo)
Sugiro leituras muito confiáveis e minha fonte sobre esse tema:

http://www.ronaldoazze.com.br/fasciculo/fasciculo3.PDF

http://terapiadomovimento.blogspot.com.br/2010/09/reabilitacao-fisico-funcional-nas.html

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

FUNRIO – Coronel Fabriciano/MG 2008 – Questão 36

36. No osso em crescimento observa-se resposta efetiva, tanto nos tecidos compacto quanto no trabecular, após exposição aos exercícios:

A) leves ou moderados.

B) intensos.

C) de estiramento.

D) com flutuadores.

E) resistidos.

 Crescimento osseo

Para mim, esse é um tipo de questão difícil de responder. Nas alternativas temos misturados fatores que não verdade são inter-relacionados, como Intensidade e carga. Além disso, como você poderá ver no artigo cujo link deixo abaixo, não há evidências tão sólidas para essa afirmação.

De qual tipo de exercícios estamos falando? Essa resposta observada é no segmento ou em todos os ossos? Por exemplo, a banca cita como resposta exercícios leves ou moderados, que podem ser realizados com flutuadores (que é a alternativa “D” na piscina) ou com resistência, que á a alternativa “E”.

O osso é um tecido vivo que responde a estímulos, e quando submetidos a estresse mecânico este se tende a responder com deformidades ósseas, Porém, esta deformidade óssea não quer dizer que ele irá se deformar, mas irá sim, se refazer, tanto na sua estrutura bem como no seu tamanho, linear (HALL, 1993).

Sob o aspecto morfológico, esse tecido ainda pode ser dividido, em cortical e trabecular. O cortical é um tecido ósseo compacto, predominante na haste central, ou diáfise dos ossos longos (como o fêmur), que delimita um cilindro oco, com um espaço central chamado de cavidade ou canal medular. O osso trabecular ou esponjoso é um tecido ósseo formado por trabéculas e encontrado na extremidade dos ossos longos, que é chamada de epífise que delimitam o espaço ocupado pela medula óssea e recoberta por uma fina camada de tecido ósseo compacto (AIRES, 2008; KIERSZENBAUM, 2008).

Embora muito se especule quanto ao fato de o crescimento ósseo ser potencializado pela prática de exercícios físicos, não foram encontrados na literatura científica específica estudos bem desenvolvidos que sustentem esse paradigma. O que se pode afirmar com ampla fundamentação é que as atividades esportivas adequadamente programadas e supervisionadas potencializam a densidade mineral óssea, particularmente durante a adolescência, quando o pico de massa óssea está por ser alcançado. Estudos apresentam a combinação, dieta rica em cálcio associada ao exercício físico, durante a adolescência, como recurso adequado para a maximização do pico de massa óssea e consequente redução do risco de osteoporose futura.

http://www.scielo.br/pdf/rbme/v10n6/a09v10n6

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: Nenhuma