Faculdade Mario Schenberg

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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 11

11. Assinale a alternativa que apresenta os órgãos receptores sensoriais envolvidos no arco reflexo do controle da função muscular:

a) Órgão tendinoso de Golgi e fuso neuromuscular

b) Órgão tendinoso de Golgi e corpúsculo de Rufini

c) Órgão tendinoso de Golgi e corpúsculo de Paccini

d) Fuso neuromuscular e corpúsculo de Rufini

e) Fuso neuromuscular e corpúsculo de Paccini



Minha resposta na ocasião: Correta. Essa acertei.

Receptores Sensoriais Musculares: Fusos Neuromusculares e Órgão Tendinoso de Golgi –
Estes receptores sensoriais informam a todo momento o córtex do que esta acontecendo na periferia, isto é, do estado de cada músculo e tendão. O feedback para a medula (músculo – medula) é necessário para que não haja lesões musculares. As informações que ascendem para o córtex são: comprimento das fibras musculares, tensão aplicada ao músculo e tendão e dinâmica do movimento.

Tanto o fuso neuromuscular quanto o órgão tendinoso de Golgi informa o córtex, cerebelo, medula e tronco encefálico sobre o estado atual de cada estrutura.

1. Fusos Neuromusculares: informam o córtex sobre o comprimento da fibra muscular e sua velocidade de alteração.

2. Órgão Tendinoso de Golgi: informam o córtex sobre a tensão nos tendões e sobre a velocidade de alteração da tensão.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A


VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 12

12. O exercício em que é aplicada uma resistência maior que a tensão do músculo, de maneira que este alongue durante a contração, é denominado exercício

a) de contração isotônica concêntrica

b) de contração isotônica excêntrica

c) isométrico

d) isocinético

e) pliométrico



Eu respondi….tchanam! Exercício pliométrico!!!

Pois é….. até hoje não sei que elocubração eu fiz pra chegar nisso. O enunciado é claro, só pode ser a alternativa “B”, exercício de contração isotônica excêntrica. Mas por algum motivo que desconheço, talvez eu ter dirigido 4 horas pra chegar em Sorocaba, sei lá, só sei que foi um erro de grande amplitude e violência, hehe, um erro pliométrico mesmo.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 13

13. Assinale a alternativa que apresenta um músculo monoarticular:

a) Bíceps Braquial

b) Reto femoral

c) Adutor longo

d) Gastrocnêmio

e) Bíceps Femoral




Muito fácil essa. Bíceps femoral e reto femoral são antagonistas e atuam em quadril e joelho; gastrocnêmio joelho e tornozelo e bíceps femoral atua em cotovelo e ombro.

Minha resposta na ocasião em que fiz essa prova: correta, adutor longo.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 14

14. Movimentos articulares feitos unicamente pelo fisioterapeuta em seu paciente são denominados:

a) movimentos ativos

b) movimentos ativoassistidos

c) movimentos passivos

d) movimentos isométricos


e) movimentos isotônicos



Essas questões são absurdamente easy-mode, mas quem tiver alguma dificuldade, além de tomar umas vitaminas(brincadeira) é só lembrar que o referencial do exercício é o paciente. Vou sintetizar:

Se o exercício é realizado sem qualquer participação do paciente, ele é passivo.
Se o exercício é realizado com participação do paciente e algum auxílio, ele é ativoassistido.
Se o exercícios é realizado com participação total do membro do paciente, ele é ativo.

Há uma modalidade que se encaixa no exercício ativo assistido, que é o auxílio do membro do lado oposto do paciente, com auxílio de polias, ou qualquer modalidade onde o membro do lado oposto dê suporte ao membro que inicia o exercício ativamente, eu chamaria de auto-ativoassistido, mas não tenho certeza se essa nomenclatura é correta. No livro da Kisner deve estar como auto-assistido ou coisa do tipo.

Minha resposta na ocasião que fiz essa prova: correta, exercícios passivos.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C

Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 15

15. A avaliação do meio doméstico e adaptações funcionais para o mesmo fazem parte da fisioterapia

a) respiratória

b) neurológica

c) pediátrica

d) uroginecológica

e) domiciliar



Questão simplérrima, e por isso mesmo acabei cainda nela quando fiz essa prova.

Como na ocasião tinha muito contato com pacientes neurológicos em seus domicílios, por conta do estágio em PSF, acabei achando estranho esse questionamento e respondi errado, por inexperiência mesmo. O enunciado é claro, não deixa nenhuma margem para qualquer outro tipo de atendimento que não seja o domiciliar, já que adaptações podem ser realizadas em paciente com qualquer condição ortopédica, neurológica ou respiratória.

Minha resposta na ocasião em que fiz essa prova: b) neurológica.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 16

16. O aumento da altura do vaso visa:

a) minimizar o esforço muscular ao se levantar

b) minimizar o esforço respiratório ao se levantar

c) diminir o tempo do movimento

d) diminuir o risco de queda


e) dar apoio funcional aos membros superiores


Vamos analisar o enunciado. Sim, aquela pequena frase é um enunciado. Ali não há indicação de que se trate de um idivíduo idoso, há uma simples pergunta sobre a finalidade de se aumentar a altura do vaso.

A alternativa “A” é perfeita, se a analisarmos friamente. A “B” é meio absurda, a “C” é risivel, a “D” uma bela armadilha para pegar quem ficou com a impressão de se tratar de idosos(não há nada sobre isso no enunciado) e a “E” é também fora de propósito, uma vez que esse apoio pode ser obtido com qualquer altura de vaso.

Minha resposta na ocasião em que fiz essa prova: D (Sim, eu cai na bagaça…).

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 17

17. A retirada de tapetes e/ou pequenas saliências no chão, dentro do domicílio do idoso, visa

a) minimizar o esforço físico

b) minimizar o risco de quedas

c) melhorar a atividade funcional do idoso

d) melhorar a qualidade de vida


e) melhorar a acessibilidade de todos os cômodos

Essa questão parece ter sido elaborada em parceria com a anterior. Vejam no enunciado dessa questão que há bem definido que a retirada de tapetes e pequenas saliências é no domicílio de um idoso. Isso facilita muito, idosos tem maior propensão a quedas, só resta a alternativa “B” como resposta possível.

Minha resposta na ocasião em que fiz essa prova: B

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B

Alternativa que indico após analisar: B

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 18

18. Com relação à altura da pia da cozinha na residência de um idoso, assinale a alternativa correta

a) quanto mais baixa melhor para o apoio

b) quanto mais alta melhor para as pernas

c) a altura adequada minimiza movimentos e esforços deletérios

d) a torneira deve estar sempre mais alta e distante da parede

e) a altura da pia não tem ergonômia



Todas as alternativas focam em aspectos pontuais que nem sempre podem ser regra absoluta. A “C” vai na veia e diz que se a altura está adequada, há uma economia de movimentos e esforços desnecessários.
A letra “E” está com um errinho de digitação na prova, que corrigi ao digitar(está escrito ergonômica).
Minha resposta na ocasião em que fiz essa prova: C
Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C
Alternativa que indico após analisar: C

VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 19

19. Fraturas do colo do fêmur são mais comuns em

a) homens jovens e saudáveis

b) mulheres antes da menopausa

c) homens idosos

d) mulheres idosas

e) praticantes de esportes de competição



Muito fácil, essa questão até dá uma ajuda com as alternativas, colocando uma alternativa obviamente errada “mulheres antes da menopausa” e a correta que talvez por esse motivo está menos escancarada, que é mulheres idosas.

Minha resposta na ocasião em que fiz essa prova: D

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D


VUNESP – SOROCABA/SP 2010 – Questão 20

20. As fraturas mais comuns em idosos são

a) fraturas do úmero e do colo do fêmur

b) fraturas da bacia e do fêmur

c) fraturas cominutas da cabeça do fêmur

d) fratura por stress do colo do fêmur

e) fraturas do colo do fêmur e transtrocantéricas.


Nem vou comentar muito essa, simplesmente ignoraram a fratura que mais se vê em idosos nos ambulatórios de fisioterapia, que é a fratura de Colles.

Minha resposta na ocasião em que fiz essa prova: A

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E

sexta-feira, 28 de março de 2014

VUNESP – São Paulo/2002 – Questão 48

48. Um paciente de 21 anos, com lesão medular completa nível T6, tem como característica a marcha
(A) com tutor longo.
(B) com tutor longo e cinto pélvico.
(C) com tutor longo, cinto pélvico e estabilizador de tronco (colete).
(D) independente.
(E) com estabilizadores de tornozelos.

muletas

A relação entre disfunção e nível da lesão, resumidamente e desconsiderando algumas variações por vértebra específica, é a seguinte:
TORÁCICO: flexão e abdução dos quadris, flexão de joelhos e equino dos pés.
LOMBAR ALTA: flexão e adução dos quadris, pé equino e flexão de joelhos.
LOMBAR BAIXA: flexão de joelhos, pé calcâneo valgo.
SACRAL: pé calcâneo, cavo, dedos em garra.
Portanto para esse nível de lesão (T6) que compromete a função da musculatura dos MMII e tronco, devemos optar pela alternativa que propõe suporte para a musculatura acometida.
Rápida descrição das órteses descritas nas alternativas:

Tutor longo em fibra de carbono com articulação unilateral: órtese indicada para paciente portador de paralisia dos membros inferiores. De tecnologia avançada, esta órtese é muito mais leve que as tradicionais, permitindo maior conforto e melhor condição para a deambulação.
tutor longo

Órtese longa com cinto pélvico: para a deambulação e ortostatismo de pacientes com paralisia nos membros inferiores. Cinto pélvico rígido ou semi-rígido. Os movimentos dos quadris, joelhos e tornozelos podem ser livres, limitados ou bloqueados. Pode ser prescrita com goteiras ou sapatilhas de polipropileno acopladas, permitindo o uso com tênis ou calçados.

tutor longo e cinto pelvico

Sobre o tratamento da lesão medular deixo uma notícia fresquinha saída não tem nem 5 mil anos do Papiro de Edwin Smith (2686-2631 a.C.)
“Aquele que tem um desvio do pescoço, não move seus braços e pernas e cuja urina goteja, tem uma enfermidade que não deve ser tratada.”

A visão negativa com relação ao tratamento e prognóstico do Traumatismo Raquimedular (TRM) já se fazia presente nos trabalhos de Hipócrates (1460-1375 a.C.) embora ele esboçasse técnicas para tração axial da coluna vertebral. Paulo de Aegina (625-690 d.C.), outro médico grego, foi o realizador da primeira cirurgia de laminectomia – que só veio a ser repetida em 1828. Durante os séculos seguintes, os pacientes com TRM continuaram a ser tratados de forma primitiva, havendo descrições de métodos rudimentares – cruéis, até – para redução de fraturas e luxações da coluna vertebral. (BALBANI, FILHO, JORGE, 1995)

Sabe-se hoje que a lesão medular tem potencial de recuperação, e diversos estudos efetuados em diferentes países forneceram alguns dados sobre a melhoria do estado neurológico. (ANDRADE, M.J., GONÇALVES, S., 2007)

O traumatismo raquimedular (TRM) é uma condição catastrófica que dependendo da sua gravidade pode causar alterações dramáticas na vida da vítima. O TRM geralmente ocorre em pessoas ativas independentes, que em um determinado momento tem controle sobre suas vidas e no momento seguinte estão paralisadas, com perda de sensibilidade e funções corporais. (UMPHRED, 2004)

É uma lesão traumática definida como um conjunto de situações que comprometem a função da medula espinhal em graus variados de extensão. (CAVENAGHI et al., 2005) Apresenta-se como uma grave síndrome incapacitante, que pode causar alterações na motricidade, sensitiva e autônoma, tendo como principal etiologia a lesão traumática, devido à agressão mecânica, na medula espinal. (FREITAS et al, 2006)

A lesão de medula espinal ocorre em cerca de 15 a 20% das fraturas da coluna vertebral e a incidência desse tipo de lesão apresenta variações nos diferentes países. Estima-se que, na Alemanha, ocorram anualmente dezessete casos novos por milhão de habitantes, nos EUA, essa cifra varia de trinta e dois a cinqüenta e dois casos novos anuais por milhão de habitantes e, no Brasil, cerca de quarenta (40) casos novos anuais por milhão de habitantes. (DEFINO, 1999)

A lesão ocorre, preferencialmente, no sexo masculino, na proporção de 4:1, na faixa etária entre 15 a 40 anos. (DEFINO, 1999) (FREITAS et al, 2006) Acidentes automobilísticos, queda de altura, acidente por mergulho em água rasa e ferimentos por arma de fogo têm sido as principais causas de traumatismo raquimedular (TRM). (DEFINO, 1999)

Anatomicamente, as lesões estão diretamente relacionadas ao mecanismo de trauma e a maior parte (cerca de 2/3) das lesões medulares está localizada na coluna cervical. As lesões na região torácica acontecem em 10% das fraturas desse segmento e 4% na coluna tóracolombar. (FREITAS et al, 2006) ( DEFINO, 1999) A literatura mundial relata que as lesões traumáticas de coluna torácica e lombar acometem preferencialmente adultos jovens do sexo masculino. Esses traumatismos são acompanhados por 10 a 30% de dano neurológico. (CUNHA, F.M. da, GUIMARÃES, E.P., MENEZES, C.M., 2000)

Os sintomas ocorrem de acordo com o nível da lesão, a extensão e o tempo do acometimento, sendo esta classificada em completa (ausência de função abaixo do nível da lesão) e incompleta (alguma função preservada abaixo do nível de lesão). (CAVENAGHI et al, 2005) Quanto ao nível da lesão, os pacientes podem ser classificados em tetraplégico, quando a lesão é acima de T1 e paraplégico, quando a lesão é abaixo deste nível. (BORGES, 2005)

Paraplegia refere-se à deficiência ou perda de função motora e/ou sensorial nos segmentos torácico, lombar ou sacral da medula espinal. A função dos membros superiores é preservada, mas o tronco, os membros inferiores e os órgãos pélvicos podem ficar comprometidos. (STOKES, 2000) T1 é o primeiro nível de lesão classificado como Paraplegia, na qual os membros superiores não são afetados. (UMPHRED, 2004)

Nos tipos de lesão traumática incluem:

CHOQUE MEDULAR – É a perda de todas as funções neurológicas abaixo do nível da lesão medular, o que representa interrupção fisiológica, e não anatômica, da medula espinhal. Caracteriza-se por paraplegia flácida e ausência de atividade reflexa. A duração não costuma ser superior a 48 horas, mas podem persistir várias semanas. O retorno de atividades reflexas indicam o fim do choque medular. A ausência do retorno da motricidade ou sensibilidade abaixo do nível da lesão, após o choque medular, é indicativo de lesão irreparável.

LESÃO MEDULAR COMPLETA- As funções motoras e sensitivas estão ausentes abaixo do nível da lesão.

LESÃO MEDULAR INCOMPLETA – Há alguma função motora ou sensitiva abaixo do nível da lesão. (GESSER, M., LIMA, A.K., ROSA, M., 2002)

É imprescindível para a reabilitação desses pacientes, o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e com intervenção fisioterapêutica precoce, assim que o paciente chega ao hospital, seja no pronto-socorro, na enfermaria ou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). (CAVENAGHI et al, 2005)

A fisioterapia precoce, ainda no período hospitalar, por meio de diferentes técnicas cinesioterapeuticas, é eficaz em todas as fases da doença, previne deformidades, proporciona maior independência funcional e melhora a qualidade de vida. Cinesioterapia passiva é imprescindível para a manutenção da amplitude articular e da flexibilidade, enquanto os exercícios de resistência e força muscular garantem mudanças do sistema cardiovascular, previnem as complicações circulatórias e melhoram as capacidades funcionais. (CAVENAGHI et al, 2005)

Na fase de reabilitação intensiva, o programa de reabilitação do lesado medular visa adequá-lo à utilização de todo o seu potencial funcional até o nível máximo de independência possível. A fisioterapia engloba, nesta fase, diversas atividades que devem ser adequadas às necessidades e potencialidades de cada paciente. (GESSER, M., LIMA, A.K., ROSA, M., 2002) O fisioterapeuta tem um importante papel na prevenção de deformidades, no aumento e na manutenção de amplitude de movimento. (UMPHRED, 2004)

Os objetivos com a reabilitação devem estabelecer uma intervenção imediata e profilaxia para evitar complicações, atingir independência funcional adequada ao nível de lesão e atingir e manter uma reintegração social. (STOKES, 2000)

As lesões medulares, devido à sua gravidade e irreversibilidade, exigem, para melhoria da qualidade de vida dos indivíduos que sofreram esse trauma, um programa de reabilitação longo e que, na maioria das vezes, não leva à cura, mas auxilia na adaptação a uma nova vida. As sequelas e as dificuldades que essas pessoas enfrentam para retornar à sua vida familiar e social interferem na sua qualidade de vida e é um desafio aos profissionais de um programa de reabilitação. (BAMPI, 2008)

Aspectos curativos da lesão raquimedular ainda é um desafio para os profissionais da saúde. Técnicas inovadoras, como experimentos animais de transplante de células tronco do sistema nervoso central, auxiliam as pesquisas de novas opções de tratamento que objetivam a recuperação da função após o trauma, no entanto, suas aplicabilidades dependem de recursos tecnológicos de difíceis acessos. (CAVENAGHI et al, 2005)

A elaboração das grandes manchetes que descrevem as futuras terapias destinadas a salvar vidas sempre tem início nos laboratórios de pesquisas biomédicas. Nos dias atuais, uma surpreendente soma de recursos materiais e humanos é destinada ao estudo das células-tronco e do seu potencial na regeneração de tecidos ou de órgãos irremediavelmente lesados por doenças ou congenitamente malformados. Tudo indica que o transplante de células-tronco auxiliará a reabilitação em lesados medulares. Contudo, ainda há muitos estágios a serem superados antes que os tratamentos para seres humanos possam ser desenvolvidos e aplicados. Por exemplo, uma degeneração no DNA pode levar a formação de vários tipos de câncer.(ELIAS, D.O.; SOUZA, M. H. L., 2005)

O ponto principal na recuperação do paciente com traumatismo raquimedular não está na aplicabilidade e acesso a tecnologias sofisticadas. A meta é realizar-se a prevenção das possíveis complicações, que pode ser feita através de medidas simples. Quando se têm pacientes orientados adequadamente desde o momento pós-trauma, que acabam evoluindo sem obter consequências evitáveis, a funcionalidade, e em decorrência a qualidade de vida, torna-se maior, dentro é claro dos limites impostos pela lesão. (GESSER, M., LIMA, A.K., ROSA, M., 2002).

Material adicional:

http://www.rbf-bjpt.org.br/files/v1n1/v1n1a05.pdf

http://www.sogab.com.br/sbrto/orteses.htm


Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C
Alternativa que indico após analisar: C

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

VUNESP – São Paulo 2002 – Questão 25

25. Paciente de 30 anos, jogador amador de futebol, relata torção em joelho direito durante a partida, com dor aguda de grande intensidade e bloqueio do joelho, tanto para flexão como para extensão. Apresenta-se com importante derrame articular; aos testes específicos apresenta somente Apley de compressão e McMurray positivos e em sua palpação relata dor importante na interlinha medial. Neste caso, pode-se suspeitar de

(A) ruptura do menisco medial e canto póstero lateral.

(B) ruptura do menisco lateral.

(C) ruptura do menisco medial e ruptura do ligamento cruzado anterior.

(D) ruptura do menisco medial e ligamento colateral lateral.

(E) ruptura do menisco medial.
meniscos 1
Muito legal essa questão. Pena que nem todas as questões de concursos avaliam nosso conhecimento dessa forma, aliando conhecimento com raciocínio clínico.

Vamos desfiar esse caso clínico, no que for relevante apenas.

Mecanismo de lesão: Rotação (torção) do joelho direito.

Sintomas: dor aguda de grande intensidade, derrame articular e bloqueio do joelho em flexão e extensão.

Testes realizados: Apley de compressão, McMurray e palpação da interlinha medial do joelho positivos.

Tanto o teste de compressão de Apley como o McMurray tem como finalidade o diagnóstico de lesão em meniscos. Vejam os vídeos:


Pelo joelho bloqueado em flexão e extensão, podemos eliminar a ruptura de LCA, alternativa “C”. O teste de palpação refere dor na região medial, podemos eliminar portanto lesão de menisco lateral, alternativa “B” e também a alternativa “A”, que vou comentar abaixo.

Sobre mecanismo de lesão para ligamentos colaterais, quando ocorrem abdução, flexão e rotação interna do fêmur sobre a tíbia, as estruturas mediais são primeiramente afetadas. Por outro lado, no caso de abdução, flexão e rotação externa do fêmur sobre a tíbia, o ligamento colateral lateral comumente sofre uma ruptura inicial. Além disso, o joelho está bloqueado e não há referência para teste positivo em varo ou valgo do joelho. Eliminamos a alternativa “D”.

Só nos resta a alternativa “E”.

Sobre a alternativa “A”, como descrito acima, a palpação da interlinha indica lesão medial, então podemos descartar essa lesão de canto póstero-lateral. Sobre essa estrutura em particular Fleming e colaboradores(1983) relatam que no lado lateral, o segmento anterior do suporte é dado por uma cápsula frouxa reforçada pela expansão lateral do quadríceps. A porção média consiste da cápsula profunda, desde o fêmur lateral até a margem articular tibial. Já a porção posterior é composta pelo complexo arqueado e pelo tendão da porção lateral do músculo gastrocnêmio. Segundo os autores, o tendão do músculo bíceps femoral adiciona proteção dinâmica a essas estruturas.Stuart e colaboradores(1994) descrevem os estabilizadores dinâmicos e estáticos do canto póstero-lateral do joelho. Os estabilizadores dinâmicos são o tracto iliotibial, o músculo bíceps femoral, o músculo poplíteo, o músculo gastrocnêmio lateral e o músculo vasto lateral. Os estabilizadores estáticos são o LCF, o TPo, o ligamento arqueado e o ligamento fabelofibular (presente em apenas 15% dos joelhos). Em conjunto, o ligamento arqueado, o tendão do músculo poplíteo e o LCF formam o complexo arqueado. Não há referências ao LPf.
meniscos 2
Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E

Alternativa que indico após analisar: E