Faculdade Mario Schenberg

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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A importancia da força muscular no futsal

O futsal é uma das modalidades que mais exige da parte física, onde autores demonstram através de artigos científicos que a demanda física na execução das ações dentro de jogo é alta e extremamente desgastante.
Alguns artigos mostram que por volta de 80% do tempo de jogo, se tem aproximadamente utilização de 85% da frequência cardíaca máxima, ou seja, uma alta utilização do sistema cardiovascular favorecendo a utilização de ambos metabolismos aeróbio ou anaeróbio.

Com isso a necessidade de se realizar um trabalho específico nas musculaturas envolvidas nas ações inerentes ao jogo se torna essencial. Para isso deve-se trabalhar de forma progressiva e contínua todas as estruturas que permitem ao atleta realizar seus movimentos e aplicação máxima de todas as capacidades motoras.
Através do trabalho de força aplicado durante toda a temporada, controlando as cargas e as reavaliando, o profissional responsável pela parte física deve elaborar um programa que abranja todas as variáveis que a capacidade força possui. Por isso é necessário se executar atividades que estimulem a resistência, a força máxima ou força pura e a potência.


A resistência muscular permite a célula muscular realizar contrações voluntárias durante um determinado período de tempo. Se esta for trabalhada de forma correta favorece à adaptações necessárias e essenciais à musculatura para que ela suporte de uma forma equilibrada e mais prolongada os estímulos propostos. Ela é a base para todo o trabalho que será feito durante toda a temporada e permitirá uma condição básica e imprescindível ao atleta.
Já a força máxima ou força pura, tem por característica favorecer o crescimento do músculo (hipertrofia) e favorecer maior utilização de unidades motoras (ligação entre nervo e músculo), além de adaptações como aumento da produção de proteínas e enzimas próprias do metabolismo anaeróbio que é predominante neste caso; além disso causa o aumento da relação neural entre músculos agonistas (atuantes) e antagonistas (opositores).
A potência se dá pela relação entre a força e a velocidade. Neste caso é uma das variáveis mais importante haja visto que a modalidade futsal possui ações repletas de mudanças de direção, aceleração, frenagem que exigem grande condicionamento da parte física e mais especificamente da parte muscular.
Todo este trabalho deve ser bem distribuído e planejado, porém se não forem respeitados os momentos de recuperação e mesmo a aplicação dos estímulos pós jogos e treinos podem infringir os princípios biológicos e prejudicar o andamento e progresso de todo processo de desenvolvimento muscular.
 E talvez o grande ponto dentro de todo processo da preparação física, a necessidade da aplicação de atividades relacionadas à prevenção das lesões. Através de exercícios que foquem a região do core (abdominais, quadril e dorsais), além da propriocepção favorecem os estímulos àquelas musculaturas mais internas e mais difíceis de serem estimuladas pelos exercícios convencionais. 
Através da aplicação de exercícios que estimulem a região pubiana, lombar, adutora favorecemos aos atletas uma maior condição para que este possa suportar os novos estímulos a que ele será exigido e devido as características do futsal  altamente utilizadas.

SUPER COLETE ELÉTRICO: O SEGREDO DE BOLT, BENZEMA E DA SELEÇÃO ALEMÃ DE FUTEBOL

Máquina vira moda na Espanha e ganha notoriedade depois de post de atacante francês do Real Madrid. São tempos modernos. A tecnologia tem mais importância no desenvolvimento do esporte e na transformação de atletas em praticamente super-heróis. Sair na frente e descobrir uma novidade antes dos outros pode até ser vantagem na hora de subir no pódio. 
Na Espanha, a moda do momento no mundo fitness é o colete eletroestimulante, que ganhou grande visibilidade após o atacante Benzema, do Real Madrid, postar uma foto o utilizando. Neste competitivo mundo, é de praxe tentar até manter segredo quanto à utilização de novas tecnologias ou formas de recuperação. Cristiano Ronaldo e Rafael Nadal, do tênis, utilizam uma esteira criada pela Nasa, por exemplo, mas nunca apareceram em fotos com o "brinquedo". O colete, no entanto, passou por um "boom" nos últimos dois anos e começou a aparecer conforme virou o queridinho de atletas como Usain Bolt e do departamento médico do Bayern de Munique que o utiliza com todos os seus atletas. 
O equipamento tem influenciado nos tempos do homem mais rápido do Mundo, ajuda os alemães que fizeram a base da seleção campeã da Copa do Mundo e ganharam do Brasil de 7 a 1, e colabora com a boa fase de Benzema no setor ofensivo do Real. A máquina completa, que envolve parte de membros superiores e inferiores, e um controle de intensidade de carga elétrica para cada músculo, custa em torno de R$ 50 mil - e não é o tipo de instrumento que pode ser comprado e utilizado sozinho, sem o acompanhamento de um especialista. 


Embora o objetivo inicial fosse ser um instrumento caseiro, para fins terapêuticos e tratamento de celulite, e depois tenha se descoberto o potencial com atletas de ponta. Tudo se baseia no processo elétrico do corpo, e o colete tem a função de acelerá-lo. Quando você faz exercícios na academia, a comunicação entre músculos e cérebro já é um processo de geração de energia. Entretanto, em uma atividade de uma hora e meia a duas horas, mesmo de um atleta de ponta, consegue-se utilizar no máximo 50% da capacidade das fibras musculares. A utilização do colete faz com que a eletricidade penetre no restante e faça com que uma capacidade de até 90% seja alcançada. 
Como isso funciona? Por choques elétricos. Não são choques fortes, mas a sensação pode chegar a ser um pouco desconfortável em uma primeira experiência, como encostar em um fio mal encapado. A regulação da intensidade disso varia de acordo com o nível do atleta, seja iniciante ou de elite. A roupa é molhada e o colete, extremamente apertado para otimizar a condução da corrente elétrica. A cada quatro segundos, a pessoa recebe uma descarga em seus músculos. 
- O que surpreendeu Benzema e Usain Bolt é que, mesmo sendo atletas de alto nível, puderam ainda assim melhorar o rendimento com o colete. Isso é o que chama atenção. E não ajudamos só eles, já atendemos desde atletas de MMA até os de golfe. Cada modalidade recebe um trabalho específico - explica Francis Borrell. - Um jogador de futebol, que trabalha muito as pernas diariamente recebe atenção maior nos membros inferiores. Um lutador de MMA faz exercícios para desenvolver elasticidade, reflexo, e força máxima. Assim atendemos a todos em altos níveis de exigência - compara David Estruc. 
Democrático, intenso e prático. Os treinos com o colete são tão fortes que, mesmo para atletas profissionais, são realizados apenas duas vezes por semana, e por um período de 20 minutos. Embora não pareça um exercício tão forte, o estímulo enviado ao cérebro é de uma prática muito mais potencializada, que traz resultados maiores. A rapidez é outro atrativo para clientes, desde não atletas, que possuem pouco tempo de intervalo, a jogadores como Benzema, que possuem agenda apertada. Por isso, o recente "boom" na utilização. - É importante lembrar que não se trata de uma máquina mágica. Ela pode deixar sua vida e seu corpo melhores, mas é um complemento. Você deve misturá-la com uma padrão de vida saudável, alimentação regular, e intercalar com a prática de outros esportes, seja qual for o seu favorito, a corrida ou o futebol - ressalta Estruc.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Fisioterapia em atletas: lesões mais recorrentes

Diferentes tipos de lesões podem acometer os atletas e, normalmente, são divididas de acordo com as estruturas afetadas: músculo-tendinosas, articulares, ósseas e assim por diante, e estão relacionadas com a biomecânica e treinamentos inadequados, alterações anatômicas, disfunções fisiológicas, uso de vestimentas e calçados não apropriados ao tipo de esporte praticado e acidentes.

Conforme o tipo de esporte praticado, elas distinguem-se quanto às principais regiões acometidas, estruturas envolvidas, gravidade e características específicas. Abaixo estão listadas as mais frequentes:

 Lesões e principais acometimentos músculo-tendinosos:
– Bursite: inflamação da bursa (saco cheio de líquido que protege as estruturas contra as demais do atrito) devido a trauma direto, fricção repetida ou infecção.

– Contratura: Encurtamento patológico das fibras musculares (cãibra forte) inibindo o alongamento do músculo a fim de proteger as estruturas envolvidas (articulação, ligamentos, etc.).

– Estiramento muscular: Lesão indireta (laceração) em músculos e tendões devido ao alongamento ou estresse excessivo das fibras envolvidas.

– Fascíte: Inflamação da fáscia muscular (estrutura de sustentação). Geralmente ocorre em corredores na planta dos pés.

– Tendinite: Inflamação do tendão devido a alterações biomecânicas e/ou microtraumatismos repetidos. O tendão pode sofrer espessamento comprometendo sua função.

 Lesões ligamentares, capsulares e outras estruturas articulares
– Entorses: A articulação é alongada além de seu limite anatômico, resultando em estiramento dos ligamentos.

– Sinovite: Inflamação da membrana sinovial, responsável pela secreção de líquido sinovial (“lubrificante” da articulação).

– Subluxação articular: Perda parcial do contato das superfícies articulares em conseqüência a forças de tensão excessivas. Podem retornar espontaneamente ao seu alinhamento.

– Luxação articular: Perda total do contato das superfícies articulares com presença de deformidade. É necessária a redução (realinhamento) realizada por um médico.

– Osteoartrite: Degeneração das superfícies articulares devido a microtraumatismos sucessivos.

 Lesões ósseas
– Fratura: Ruptura de um osso. Os tipos de fratura variam de acordo com o mecanismo de ação das forças: transversais, expostas, compressivas, avulsão, etc.

O tratamento com Fisioterapia
Os tipos de tratamentos escolhidos dependem da causa da lesão (como e quando), principais regiões acometidas, seu estágio e características específicas. Para uma terapia otimizada, é importante que se realize uma avaliação detalhada do conjunto da lesão juntamente com uma equipe especializada (médicos, fisiologistas, fisioterapeutas, etc).

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Principais lesões no Futebol

Atualmente, a maior parte das lesões não está relacionada a pancadas, mas sim a movimentos de rotação e explosão muscular. Em uma análise dos prontuários médicos de oito times profissionais, ortopedistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constataram que as lesões por choque entre jogadores (as chamadas contusões) representaram apenas 24,1%, contra 39,2% de lesões musculares, 17,9% de torções e 13,4% de tendinites. Além disso, o estudo apontou que 72,2% das lesões ocorreram em membros inferiores, com predomínio na coxa (34,5%), no tornozelo (17,6%) e no joelho (11,8%). "A cada 6 segundos o jogador de futebol faz um movimento inesperado. Articulações e músculos foram feitos para mexer, mas o ser humano ultrapassa os limites de movimentação do seu corpo e aí ocorrem as lesões", diz o ortopedista Moisés Cohen, que coordenou o levantamento da Unifesp e já operou craques como Raí e Vampeta. Um estudo dos médicos ingleses Richard Hawkins e Colin Fuller, publicado no British Journal of Sports Medicine, mostrou que 71% das lesões ocorridas na Copa do Mundo de 1994 aconteceram em lances não assinalados como faltas, o que indica que o maior inimigo do atleta é a competividade do futebol moderno. "O movimento não precisa ser brusco para machucar. Muitos rompem o ligamento cruzado (do joelho), por exemplo, por causa de um movimento sozinho", conclui Moisés Cohen.



Pronto-socorro futebol clube Entorse? Contratura? Entenda como e onde acontecem as principais lesões do futebol
Rosto

Apalpe seu rosto e sinta o osso bem embaixo do seu olho. É o osso zigomático, que vai até a mandíbula, formando um vão sob ele. Muitos jogadores costumam usar os braços para proteger a bola e às vezes, com uma cotovelada, afundam esse osso

Púbis

O local onde o músculo adutor da coxa se encontra com o púbis (parte de baixo da "bacia") é um dos mais sobrecarregados no futebol. O movimento repetitivo nessa região provoca uma inflamação no tendão que junta o músculo e o osso. É um tipo de tendinite - o tendão não se rompe - sentida como a famosa "puxada na virilha"

Canela

A fratura na tíbia é o tipo de fratura mais comum no futebol. Antigamente, quando o uso de caneleiras não era obrigatório, elas eram ainda mais típicas. Em casos de fratura da tíbia, é comum que a fíbula também seja afetada, afinal é um osso muito mais fino e que nem sempre é protegido pelas caneleiras

Tornozelo

Assim como o joelho, sofre com a rápida movimentação do futebol moderno. Para piorar, os tornozelos estão mais vulneráveis a pancadas e aos buracos do campo. As lesões mais comuns são torções (ou entorses) nos ligamentos que conectam os pés aos ossos da perna - o ligamento anterior de um boleiro vive dolorido

Fratura por estresse

Mais um tipo de lesão causado por movimentos repetitivos, que apesar de gerar muita dor, não é detectado no raio X. Para entender, pense no osso como um arame: se você o dobrar muitas vezes no mesmo ponto, uma hora ele vai arrebentar. Os ossos que mais sofrem por estresse são os do pé, que são finos e não param de se movimentar

Joelho

Os movimentos de rotação são os culpados pelas lesões no joelho. As mais comuns são rompimentos (total ou parcial) do ligamento cruzado anterior (1), do ligamento colateral-tibial (2) e do menisco (3). Eles funcionam como elásticos que se esticam com a rotação da perna. Quando são sobrecarregados, eles rompem e é preciso reconstituí-los usando outros tendões, como o de trás da coxa

Coxa

O músculo é feito de várias fibras que, na hora do movimento, escorregam umas sobre as outras. Quando o movimento não é harmônico ocorre um estiramento. Durante o chute, por exemplo, o músculo está contraído para produzir a força contra a bola e, de repente, você o estica. Os músculos posteriores são as principais vítimas. Eles podem simplesmente travar (contratura) ou mesmo se romper

Equipamentos de proteção


Os mais usados são caneleira, tornozeleira e bermuda térmica (ou "coxeira"). Muitas caneleiras já têm uma tornozeleira acoplada, mas, para dar mais firmeza, os jogadores geralmente fazem uma "botinha" no tornozelo com uma faixa. A coxeira ajuda a deixar a musculatura da coxa aquecida e produz pressão sobre as fibras para evitar que elas escorreguem de mais ou de menos

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Recuperação de Ligamento Cruzado Anterior.

Recuperção de Ligamento Cruzado Anterior.
Ligamentos são fortes tiras de tecido que conectam um osso ao outro. O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é um de quatro grandes ligamentos no joelho. Ele está no centro da articulação do joelho, ligando o osso da coxa (fêmur) ao osso canela (tíbia). 

O LCA, junto com o ligamento cruzado posterior, ajuda a manter o joelho estável, não permitindo que o fêmur deslize ou rode sobre a tíbia.
Como ocorre a lesão do LCA?
Um dos mecanismos da lesão do LCA ocorre durante um impacto direto, provocando um movimento rotacional anormal do joelho. Muitas das lesões do LCA ocorrem sem que haja o contato do joelho contra um adversário ou objeto.
As lesões sem contato podem ocorrer quando o atleta muda subitamente de direção ou pará bruscamente durante a corrida ou aterrisagem inadequada de um salto.
Fase Aguda: O tratamento nesta fase inicia-se logo após o trauma e visa principalmente diminuir dor e inflamação, restaurar amplitude de movimentos e restabelecer o controle muscular e proteção contra novas agressões. Tais objetivos podem ser alcançados adotando-se o método PRICE.(proteção, repouso, gelo, compreção.     
 1-Uso de compressão e gelo associados ou não a analgésicos e\ou AINH (Anti Inflamatórios não Hormonais)
2-Exercícios de flexo-extensão assistidos e alongamentos visando aumentar a ADM . Atenção deve ser dada na demora para se atingir este objetivo, especialmente extensão, pois isso pode significar outras lesões associadas, (lesão meniscal), o que modificaria  temporariamente a conduta.
3- Uso de muletas para descarga parcial do peso, até que se restabeleça completamente a ADM e cesse o processo inflamatório.

Fase Crônica: Esta etapa do tratamento inicia-se logo depois de atingidas as metas anteriores, e tem por base 4 parâmetros :
a- Trabalho muscular
b-Treino de propriocepção
c- Orteses
d- Reeducação esportiva
 Treino de PropriocepçaoDefinimos a propriocepção como a capacidade inconsciente de sentir o movimento e posição de uma articulação no espaço. A propriocepção é inicialmente trabalhada de uma maneira consciente por meio de exercícios de equilíbrio, postura do joelho no espaço, tempo correto de atuação dos m. flexores etc .A repetição exaustiva deste treinamento consciente fará com que o mesmo se torne automático, e inconsciente preparando o paciente a usar seus m. flexores antes de chocar o pé contra qualquer obstáculo, mesmo o solo.Varias técnicas existem para se treinar a propriocepção do joelho e em media se necessita de quatro a seis semanas de trabalho para um bom resultado final.
Reeducação Esportiva :É sabido que todas as atividades esportivas  envolvem saltos, giros, mudanças bruscas de direção e velocidade levam grande stress ao joelho. proporcionando com isso chances de aparecimento dos falseios de repetição, paciente que apresentam esse tipo de deficiência precisam serem estimulados, a praticar exercícios de baixo risco de lesão dessa estrutura,  natação, ciclismo etc. Atletas de alto nível que sofrem esse tipo de lesão, passam por esse mesmo protocolo de atendimento, mais recebem  estímulos mais fortes, pois eles precisam ter uma recuperação mais rápida, e conseguem suportar esses estímulos pois sua estrutura física é bem mais resistente do que a de um ser humano que não é atleta, a reeducação esportiva vai variar com a modalidade que o pct pratique. Vale resaltar que o retorno as atividades esportivas seja La qual for só é permitido após o 6 mês de p.o se o tratamento for seguido ao pé da letra.