Faculdade Mario Schenberg

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

FUNRIO – SESDEC/RJ 2008 – Questão 16

16. Através do teste muscular manual podemos alocar um músculo em Grupos, e estes em Subgrupos. Quantas classificações para o referido teste são possíveis obter por este critério?
A) nove.
B) dez.
C) onze.
D) doze.
E) treze.
hulk
Essa questão, sem saber a bibliografia utilizada, fica bem difícil de responder.
A referência deve ser o livro “Teste de função muscular” de Hislop e Montgomery, mas não tenho certeza. Isso gera confusão e pode fazer com que uma questão assim seja anulada, pois diferentes autores podem descrever a mesma escala com pontos diferentes.
Mas então vejamos, aquela famosa escala que vai de 0 a 5 pode ser subdividida da seguinte forma, numa classificação de letras e números. sendo (1)T – Traço;  (2)P – Precária;   (3)R – Regular;(4)B – bom e (5)N – Normal.
Testes a favor da gravidade
0    (0)      Nenhuma ADM, sem contração muscular palpável ou observável
1    (T)      Nenhuma ADM, com leve contração muscular palpável ou observável
1+  (T+)   Menos da metade da ADM disponível,  com a gravidade eliminada
2-  (P-)    Mais da metade da ADM disponível, com a gravidade eliminada
2    (P)     ADM completa com a gravidade eliminada
Testes contra a gravidade
2+  (P+)   Menos da metade da ADM disponível, contra a gravidade
3-   (R-)   Mais da metade da ADM disponível, contra a gravidade
3    (R)     ADM total disponível, contra a gravidade
3+  (R+)   Menos da metade da ADM disponível, contra a gravidade e leve resistência
4-  (B-)    Mais da metade da ADM disponível, contra a gravidade e leve resistência
4    (B)     ADM total disponível, contra a gravidade e resistência leve
5    (N)    ADM total disponível, contra a gravidade e resistência máxima
Portanto, 12 classificações. Uma outra tabela pode incluir um outro ponto, talvez um 4+(B+), que iria significar uma resistência moderada, o que somariam 13 classificações, mas a tabela que eu achei tem 12 pontos.
Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E
Alternativa que indico após analisar: D ou E

FUNRIO – SESDEC/RJ 2008 – Questão 15

15. Os mecanismos termorreguladores, após excessiva elevação da temperatura, são regulados através do(a)(s):
A) tálamos.
B) hipófise anterior.
C) núcleos da base.
D) hipófise posterior.
E) hipotálamo.
Hipotálamo
Na “A”, tálamos? Só temos um, já dá pra descartar essa só por isso. Essa estrutura é dividida em núcleos, não em outros tálamos.
A principal função do tálamo é servir de estação de reorganização dos estímulos vindos da periferia e do tronco encefálico e também de alguns vindos de centros superiores. Lá fazem sinapse com os axônios dos neurônios situados nesses locais, e daí partem novos axónios que vão efetuar ligações com outros centros superiores, principalmente o córtex. Quase todos os sinais ascendentes que vão para o córtex fazem sinapse nos núcleos do tálamo onde são reorganizados e/ou controlados, exceptuando o sentido do olfato. Alternativa incorreta.
Nas alternativas “B” e “D”, a hipófise é responsável pela regulação da atividade de outras glândulas e de várias funções do organismo como o crescimento( hormônio do crescimento – adeno – hipófise) e secreção do leite através das mamas ( ocitocina – neuro – hipófise)
A hipófise é dividida anatomicamente e funcionalmente em duas partes ( anterior e posterior). Cada parte será responsável por funções fisiológicas diferenciadas. Sendo assim, reconhece -se na hipófise:
Adeno – hipófise ( hipófise anterior):Secreta os hormônios que controlam o funcionamento de outras glândulas endócrinas, quando estimuladas a fazer isso pelo hormônios do hipotálamo.
Neuro- Hipófise ( hipófise posterior): Só armazena hormônios produzido pelo hipotálamo.
Na “C”, Os núcleos da base estão associados a diversas funções: coordenação motora, cogniçao, emoções e aprendizagem.
Na “E” o hipotálamo, alternativa correta.
Apesar de relativamente pequeno, é uma região encefálica importante na homeostase corporal, isto é, no ajustamento do organismo às variações externas. Por exemplo, é o hipotálamo que controla a temperatura corporal, o apetite e o balanço de água no corpo, além de ser o principal centro da expressão emocional e do comportamento sexual. O hipotálamo faz também a integração entre os sistemas nervoso e endócrino, atuando na ativação de diversas glândulas produtoras de hormônios. A hipófise e o hipotálamo são estruturas intimamente relacionadas morfológica e funcionalmente que controlam todo o funcionamento do organismo direta ou indiretamente atuando sobre diversas glândulas como a tireóide, adrenais e gônadas. Quase toda a secreção hipofisária é controlada pelo hipotálamo, que recebe informações oriundas da periferia (que vão desde a dor até pensamentos depressivos) e dependendo das necessidades momentâneas inibirá ou estimulará a secreção dos hormônios hipofisários, por meio de sinais hormonais ou neurais.
O hipotálamo (do idioma grego, sob o tálamo) que tem como função regular determinados processos metabólicos e outrasatividades autônomas. O hipotálamo liga o sistema nervoso ao sistema endócrino sintetizando a secreção de neuro hormônios (também chamado de “liberador de hormônios”).  O hipotálamo também controla a temperatura corpoal, a fome, a sede, e os ciclos circadianos.
Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: E
Alternativa que indico após analisar: E

FUNRIO – SESDEC/RJ 2008 – Questão 14

14. A gradação da força da contração de um músculo é dependente
A) de sua morfologia.
B) de ser o ato reflexo ou voluntário.
C) do número de unidades motoras recrutadas.
D) do tipo de inervação motora.
E) do fornecimento de glicogênio.
unidade motora
Aqui eu iria logo na “C”, já que realmente é o principal componente, entre as alternativas, para gerar maior força muscular. Quem já tentou conter alguém em crise nervosa ou com alguma alteração a nível central sabe bem disso, mesmo uma pessoa magra consegue uma força muito grande devido a elevação da frequência de ativação e ao maior número de unidades motoras recrutadas.
Unidade motora e seus componentes
Portanto, não está entre as alternativas, mas em conjunto com o número de unidades motoras recrutadas, a frequência dos disparos é também essencial para a força muscular. Vejam essa aulinha simples mais bem instrutiva.
E uma breve recordação sobre unidade motora:
Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: C
Alternativa que indico após analisar: C

FUNRIO – SESDEC/RJ 2008 – Questão 13

13. O “Teste Muscular Manual” utiliza como variáveis de avaliação:
A) amplitude do arco de movimento – tônus muscular – ação contra a gravidade.
B) amplitude do arco de movimento – ação contra a gravidade – resistência manual.
C) tônus muscular – ação contra a gravidade – resistência manual.
D) tônus muscular – ação contra a gravidade – plano e eixo de movimento.
E) amplitude do arco de movimento – ação contra a gravidade – plano eixi de movimento
MAO
Há uma forma simples de resolver essa questão. Se pensarmos no teste de força muscular mais comum, aquele cuja escala vai de zero a cinco, vemos que ele não considera as variáveis tônus muscular e planos de movimento, (nem “eixi”, né FUNRIO?), portanto eliminamos todas as alternativas, com exceção da “B”.
Reposto o que eu coloquei em uma postagem anterior, para ficar mais claro.
tabela força muscular
Ora, se pegarmos os dois extremos. que são sem movimento(0) e força normal contra resistência externa(5), fica fácil montarmos  tabela mesmo sem  a termos decorado. É só ir progredindo a partir de nenhum movimento(0), contração isométrica(1), contração a favor da gravidade(2),contra a gravidade(3), contra pequena resistência externa(4) e resistência externa normal(5). Pouco importa se esta tabela foi elaborada pela Medical Center grading system for motor daLouisiana State University, afinal é uma tabela que é possível elaborar em uma simples observação das variáveis para teste de força muscular inespecífica.
Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: B
Alternativa que indico após analisar: B

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O uso da Bola Suiça na Fisioterapia


A Bola Suíça foi desenvolvida nos anos 70 na Suíça com o nome de Fit Ball. Foi desenvolvida com o intuito de ser um método para reabilitação de problemas neurológicos e ortopédicos. Foi denominada Bola Suíça por terapeutas da América do Norte que a viram ser usada na Europa, no tratamento ortopédico, para aumentar a consciência somática e encorajar o desenvolvimento neurológico pediátrico. Desde esta época, tornou-se uma verdadeira febre, se espalhando por diversos países.


A Bola Suíça tem se tornado um instrumento terapêutico muito bem aceito entre os pacientes, pois promove uma ampla gama de aplicações clínicas.


A terapia sobre a bola é útil no tratamento de pacientes em todas as áreas da Fisioterapia. É utilizada para:


- Melhorar níveis de flexibilidade;
- Amplitude de movimento (assistência passiva/ativa);
- Fortalecimento de tronco, membros inferiores e superiores;
- Alongamento global;
- Treino cardiopulmonar (melhorando oxigenação e, portanto, nutrição celular);
- Mobilização articular;
- Manutenção de tônus muscular;
- Propriocepção postural;
- Equilíbrio;
- Problemas posturais;
- Relaxamento.


A terapia com a bola, além de trazer resultados físicos, também trabalha com o emocional, pois é um trabalho de grande motivação para o paciente, fazendo-o sentir-se bem e capaz de vencer desafios.


Essa prática pode ser realizada em grupos, separados de acordo com a idade ou com a patologia apresentada, ou ainda sessões individuais, programadas de acordo com a característica e necessidade de cada paciente.


Fontes:
- http://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/8941/bola-suica#ixzz2qt14rbdl
- http://www.fag.edu.br/tcc/2008/Fisioterapia/analise_ergonomica_da_bola_suica_em_fisioterapia.pdf

XIX Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia em 2014 ocorrerá em Belém!!!

O XIX Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia ocorrerá em Belém de 29 de abril a 03 de maio.

O tema oficial do evento “A NOVA GERAÇÃO DE IDOSOS E OS DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS” é fruto de uma reflexão sobre o envelhecimento da população que vem colocar aos governos, às famílias e à sociedade em geral, frente a questões sobre as quais não estão preparados. Esta realidade constitui-se assim, hoje, um desafio à responsabilidade individual e coletiva.

Coloca-se então, a questão de pensar o envelhecimento ao longo da vida, numa atitude mais preventiva e promotora da saúde, da independência e da autonomia, promovendo um envelhecimento saudável e de qualidade que respeita os múltiplos setores da sociedade. 

O XIX CBGG possibilitará que ao longo de sua realização, através das atividades que serão desenvolvidas, que os avanços científicos e novas práticas de tratamento e conduta junto ao idoso, que serão apresentados por renomados profissionais do cenário nacional e mundial, sejam inseridos nas políticas públicas de saúde e programas sociais, de forma que permitam desenvolver ações mais próximas dos cidadãos idosos, acessíveis e sensíveis às necessidades mais frequentes da população em estudo, envolvendo uma ação integrada ao nível da mudança de comportamentos e atitudes da população em geral.

Serão apresentadas propostas desafiadoras para a atual geração de idosos, tendo em conta algumas politicas sociais e atividades já existentes, atuando numa perspectiva multidisciplinar para que melhor se coadunem às necessidades contemporâneas e assim novas práticas sejam implementadas e continuamente ajustadas às novas gerações de idosos.

A Indústria de produtos, serviços e tecnologia, sempre parceira, e que tem acompanhando em todo o globo as mudanças aqui expostas, apresentado grandes avanços e inovações em tratamento e prevenção, estará presente trazendo inovações e consolidando seu importante papel para a sociedade.
Será uma grande oportunidade para a atualização profissional!!

Mais informações no site: http://www.cbgg2014.com.br/

FUNRIO – SESDEC/RJ 2008 – Questão 12

12. O paciente portador de dor crônica é o desafio diário do fisioterapeuta, cuja avaliação sistemática inclui a(o)(s):
A) incursões respiratórias.
B) freqüências cardíaca e respiratória.
C) escala de Glasgow.
D) assimetrias posturais.
E) transtornos sensitivo-motores.

dor

Vamos eliminar de cara as alternativas “A”, “B” e “C”. Na dor crônica podemos até avaliar a capacidade respiratória, mas isso é algo secundário nesse quadro. E Glasgow, é a escala utilizada para coma.
Restam as alternativas “D” e “E”.
Na “D”, realmente, isso não pode passar despercebido numa boa avaliação, pois qualquer assimetria em membros inferiores, quadril, coluna ou ombros pode ser indicativa da presença de uma cadeia lesional, como por exemplo uma escoliose não-estrutural que pode ter sua origem na diferença de comprimento de membros inferiores. Alternativa correta.
Na “E”, acredito que esse termo está sendo utilizado para se referir a parestesias, espasticidade e outros sinais de lesões neurológicas que não são relacionadas à dor crônica encontrada comumente na ortopedia. Por isso a julgaria incorreta, mas levando a coisa “Ipsis litteris”, essa alternativa está correta também, porque a dor pode ser considerada um transtorno sensitivo.
Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D
Alternativa que indico após analisar: Pensando como concurseiro, D.

FUNRIO – SESDEC/RJ 2008 – Questão 11

11. Dentre as várias funções biomecânicas do músculo grande dorsal, não podemos atribuir-lhe a:
A) rotação interna do braço.
B) adução do braço.
C) elevação da pelve.
D) adução da escápula.
E) depressão escapular.
musculo latissimo d dorso 


Grande dorsal FUNRIO?
A última atualização da nomenclatura anatômica, ocorreu em fevereiro de 1998, quando a Federação Internacional de Anatomistas reuniu-se na em Mainz, na Alemanha, para apresentar a nova “Nomina Anatômica”. Entre os princípios gerais, estão que o idioma oficial é o latim, podendo ser traduzido para o vernáculo do país. Também foi preconizado a abolição dos epônimos, ou seja, os nomes dados a estruturas permanentes do corpo humano.
Acho isso muito justo, afinal, não é porque eu descrevo em um livro que o cotovelo tem uma ponta que essa ponta deve se chamar “eminência óssea do André”, o nome da estrutura é olécrano e pronto. Abaixo o egocêntrismo |o/.
Mas voltando ao tema, desde 1998 o grande dorsal deve ser chamado de latíssimo do dorso.Rápida revisão:

latissimo do dorso

Inserção Medial: Processos espinhosos da 6ª últimas vértebras torácicas e todas lombares, crista do sacro, 1/3 posterior da crista ilíaca e face externa da 4 últimas costelas

Inserção Lateral: Sulco intertubercular do ombro.

Inervação: Nervo Toracodorsal (C6 – C8)

Ação: Adução, extensão e rotação medial(interna) do braço. Depressão do ombro
Desta forma, alternativas “A” e “B” estão OK.

Na alternativa “C”, reparem que ele se insere no terço posterior da espinha ilíaca, logo sua contração gera uma elevação da pelve. Nesse caso, não é o músculo principal, mas tem sua ação nesse movimento. É, ele não é apenas grande. é realmente latíssimo.

A “D” responde bem essa questão, pois não há adução da escápula, pelo contrário, na adução do braço a escápula desliza para fora.

Mas na “E”, não se pode atribuir ao latíssimo do dorso a depressão da escápula, pois a ação é sobre sua inserção no úmero, não na escápula. Se esse movimento ocorre também com a escápula, é por um efeito secundário. Então, strictu sensu, como deve ser toda questão objetiva, essa alternativa está errada também, servindo de resposta à questão. Bola fora da FUNRIO.

Videozinho para dar uma força com a anatomia desse músculo. Do canal “Treino em foco”, recomendo esses vídeos, são ótimos.



Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D e E

FUNRIO – SESDEC/RJ 2008 – Questão 10

10. As etapas mecânicas do “trabalho inspiratório” consistem no trabalho da resistência tecidual, no trabalho da resistência das vias aéreas e no trabalho da(os)…

A) complacência (ou elástico).

B) resistência artrocinemática.

C) resistência abdominal.

D) complacência abdominal.

E) diâmetros torácicos.

mecanica respiratoria
A banca já relacionou dois elementos da mecânica inspiratória básica, sendo eles o trabalho de resistência tecidual que significa superar a viscosidade do pulmão e das estruturas da parede torácica, e listou também o trabalho de resistência das vias aéreas que significa superar a resistência das vias aéreas durante o movimento de ar nos pulmões.

Faltou apenas considerar o trabalho de complacência ou trabalho elástico que significa o trabalho realizado para expandir os pulmões contra suas forças elásticas. Após esse esforço muscular praticamente nenhum trabalho é feito durante a expiração; os músculos relaxam e fazem o trabalho para expelir o ar, dissipando a energia gerada na resistência das vias respiratórias.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: A

Alternativa que indico após analisar: A

FUNRIO – SESDEC/RJ 2008 – Questão 09


09. Quanto à marcha pode-se afirmar que:

A) a fase de balanço representa 60% do seu ciclo e contem três subfases.

B) o comprimento do passo é a distância do apoio de um calcanhar até o próximo apoio do mesmo calcanhar.

C) a largura do passo é a distância entre dois passos alternados.

D) a fase de apoio representa 60% do seu ciclo e contem quatro subfases.

E) seu ciclo contém duas fases de apoio e uma fase de balanço
andando sobre a agua

Pessoal, tive problemas com o windows e não pude postar esses dias, mas já enviei meu computador para um técnico de confiança que irá usar de toda a sua agilidade para prontamente resolver meu problema. Tirei até uma foto do rapaz avaliando meu computador:
tartaruga no computador
Vamos à questão.

Na “A”, pegadinha, a fase de balanço é de 40% de duração do ciclo da marcha. Incorreta.

A “B” descreve o comprimento de uma passada. Incorreta.

A “C”, a largura do passo é a distância entre os membros inferiores durante a marcha, nada a ver com a soma dos passos alternados.

Na “D”, alternativa correta.

Na “E”, incorreta, O certo seria uma fase de apoio, uma fase de balanço e dois períodos de duplo apoio.

Segundo Sullivan (1993), Marsico e colaboradores (2002) e Perry (2005), o ciclo da marcha é dividido em duas fases, apoio e balanço e dois períodos de duplo apoio.

A fase de apoio constitui 60% do ciclo da marcha (toque do calcanhar, apoio inicial, médio apoio, apoio terminal e pré-balanço). Nessa fase, os músculos eretores espinhais mantêm a postura vertical, os glúteos máximos previnem a flexão de quadril e o tronco não se inclina em direção à coxa e o quadríceps mantém a extensão de joelho.

A fase de balanço constitui 40% do ciclo da marcha (balanço inicial, balanço médio e balanço final).

O período de duplo apoio é a fase em que os dois pés estão em contato com o solo (Marsico e colaboradores, 2002 e Perry 2005).

O comprimento do passo é a distância longitudinal entre o apoio do calcanhar de um membro no solo e o apoio do calcanhar contra-lateral no solo.

O comprimento da passada é a distância entre o apoio do calcanhar de um membro no solo e a volta do apoio desse mesmo calcanhar no solo.

A largura do passo é o distanciamento entre os pés. Estas são as variáveis espaciais. (Sullivan, 1993; Perry, 2005).

A variável temporal da marcha é a velocidade, calculada pela divisão da distância percorrida pelo tempo dispendido.

A cadência é o número de passos dados por minuto (Sullivan, 1993; Perry, 2005).

A velocidade de marcha é uma medida válida e prática da mobilidade e reflete a atividade funcional da vida diária.

Alternativa assinalada no gabarito da banca organizadora: D

Alternativa que indico após analisar: D