Faculdade Mario Schenberg

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

GAROTO QUE VIVE NA UTI RECEBE VISITA DO MAURÍCIO DE SOUSA

Jean Carlos Kittlaus, oito anos, tem uma doença que não lhe permite respirar sem ajuda de aparelhos
A ala pediátrica da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) teve sua rotina alterada na tarde deste sábado. O encontro de um garoto com um de seus ídolos marcou o dia no hospital. Jean Carlos Kittlaus, oito anos, que por conseguir respirar apenas com a ajuda de aparelhos vive na UTI da instituição desde que nasceu, recebeu a visita de Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica.

O encontro foi um presente de aniversário para o garoto, que completou nove anos. O evento também movimentou Ijuí: a conversa entre o menino e o cartunista foi transmitida em tempo real por um telão na Praça da República, no centro da cidade. Além disso, a equipe da TV Globo produziu material para ser transmitido no programa Domingão do Faustão.

No mês de junho, o aluno Jonas Fonseca, 11 anos, do grupo de catequese da Igreja da Natividade entregou uma bíblia ilustrada para Jean. Na ocasião, o garoto pediu um livro da Turma da Mônica. Na entrega do novo presente, um pedido audacioso: conhecer o criador daquelas histórias. Depois disso, a assessoria de imprensa do HCI contatou a produção do programa, que intermediou o encontro.

- Estamos muito felizes por ele. Ele pediu esse encontro. Desde bebezinho o Jean gosta da Turma da Mônica - revela a mãe do menino, Eliane Zilke Kittlaus, 36 anos.

Às 17h, Maurício de Sousa entrou no quarto onde Jean mora. De joelhos, o artista cumprimentou o garoto. O encontro durou cerca de 40 minutos.

- Você quer fazer uma pergunta? - disse o cartunista

- Por que a Mônica não vai no dentista? - rebateu o garoto.

A tarde ainda reservava outras surpresas ao garoto. Após alguns minutos de visita, também entraram no quarto Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Jean ainda pôde ver, através de um televisor, o centro da cidade lotado, gritando o seu nome. Depois do encontro, Maurício de Sousa ainda foi até a Praça da República, conversou com o público e concedeu autógrafos.

- Jean é um menino que merece todo o respeito. Ele tem uma opinião firme. Deu pra ver também todo o sacrifício dessa mãe e o tratamento excepcional que ele recebe - afirma Maurício de Sousa.

Uma vida na UTI

Jean foi diagnosticado nos primeiros meses de vida com Miopatia Congênita, uma doença muscular que não lhe permite realizar o movimento respiratório. A doença foi descoberta em Porto Alegre. Desde então, ele vive na UTI pediátrica do Hospital, em Ijuí, com equipamentos de respiração mecânica.

De acordo com a equipe médica do HCI, ele não pode andar, mas, com o trabalho de fisioterapia, consegue movimentar os braços e até sentar sozinho. Mesmo com uma traqueostomia (uma cânula introduzida na traqueia, na região do pescoço) ele consegue conversar. Periodicamente, a equipe de profissionais do Hospital leva Jean até a frente do prédio para observar o movimento da rua e tirá-lo por alguns minutos do quarto onde vive.

A rotina da família é adaptada para as necessidades dele. A mãe, Elisa Zilke Kittlaus, percorre todos os dias cerca de 30 quilômetros, que separam Ajuricaba, onde mora, a Ijuí. Passa as manhãs com seu filho. No período da tarde trabalha na equipe de limpeza da 17ª Coordenadoria Estadual de Saúde, que fica na mesma quadra do Hospital. Quem assume o posto, então, é a irmã de Jean. No início da noite as duas voltam para a cidade vizinha. No dia seguinte a rotina é retomada.

A internet é uma grande aliada do garoto. Através dela, ele assiste aos vídeos da Turma da Mônica e consegue interagir com pessoas fora do ambiente hospitalar. Ele também é alfabetizado, dentro da UTI, por uma professora.

- O pessoal da UTI é a segunda família dele. Ele sabe quem está de férias, quem foi passear. Ele é muito querido por todos os profissionais - observa Angélica Martini Cembranel, coordenadora da UTI neonatal e pediátrica do Hospital.

COMO SE PROTEGER DOS EFEITOS NOCIVOS DO SOL

De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, 62% dos brasileiros não usam protetor solar
Com a chegado do fim de ano, as estações já começam a aquecer e o clima brasileiro e os efeitos do sol já estão sendo percebidos por toda população. Com o calor há o aumento de algumas doenças dermatológicas ligadas ao verão, como a fitofotodermatose (mancha escura provocada pelo suco de limão na pele), micoses, queimadura do sol, miliarias, acnes solares e manchas são as mais frequentes. 

 O que deve ser um alerta a toda população, pois de acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, 62% dos brasileiros não usam protetor solar. Para se proteger desses e de outros problemas desencadeados pelo clima, a dermatologista Juliana Gumieiro afirma que a prevenção é sempre o melhor remédio.

“Evitar o sol das 10h às 15h, ainda é a melhor opção, mas se for sair neste período não esqueça o protetor solar, chapéu e consuma líquidos, como água, água de coco e sucos, protegendo o corpo dos efeitos nocivos do calor e do sol.

Mesmo em dias nublados é importante usar o protetor solar, pois os raios ultravioletas passam pelas nuvens e podem queimar a pele.

Estas pequenas recomendações já contribuem para evitar a maior parte das doenças típicas do verão como as queimaduras, reações alérgicas ao sol e a fitofotodermatose”, afirma a especialista.

Para quem vai com frequência a piscinas ou praia, deve ficar atento às doenças provocadas pela umidade. A especialista recomenda cuidar da higiene da pele, mantendo-a sempre limpa e seca após a saída da água.

Os cabelos também merecem cuidados especiais. “Usar shampoos neutros resseca menos os fios. Leave in com filtro solar é indicado diariamente para proteger contra o ressecamento, secador e mudança da coloração. Usar água mais fria ajuda a fechar a cutícula dos fios deixando os cabelos com mais brilho.”, explica.

 Se naquele fim de semana, você exagerou nas horas ao sol e acabou queimando a pele, Juliana Gumieiro recomenda que além de bastante hidratante corporal, as pessoas usem também loções pós sol para aliviar a ardência e diminuir a vermelhidão. “Após a exposição excessiva ao sol o indicado é usar produtos compostos por substâncias calmantes, como os a base de camomila, passando várias vezes ao dia, sem deixar de usar o protetor solar”, recomenda.

Consequências graves

Para 2013 o Inca – Instituto Nacional do Câncer estima que cerca de 60 mil pessoas tenham câncer de pele não melanoma.

“O câncer não melanoma é o que está diretamente ligado à exposição excessiva ao sol. Por isso, ao primeiro sinal de surgimento de manchas, feridas, pintas ou sinais novos na pele ou de mudança nas características desses, deve-se procurar um dermatologista para diagnóstico correto, evitando possíveis evoluções do câncer, pois quando diagnosticado na fase inicial o tratamento é mais eficiente”, completa a especialista. Para a prevenção, a dermatologista recomenda o uso constante do protetor solar.

“Devemos lembrar que existe um tipo de protetor para cada pele. O ideal é um fator de proteção de pelo menos 30, que proteja a pele contra a radiação UVA e UVB. Alguns tipos de pele exigem um fator mais alto como peles mais sensíveis, com manchas, rosácea, entre outras. O melasma exige também uma proteção contra a luz visível, que seria um filtro com cor. Existem filtros que controlam a oleosidade da pele com tendência a acne, filtros para peles mais maduras que hidratam e nutrem com substâncias específicas e filtros com fatores antioxidantes que previnem o envelhecimento. O ideal é consultar um dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e ver qual seria o ideal para você”, recomenda.

AS ATITUDES NAS FÉRIAS QUE PODEM ACABAR COM A COLUNA

Entre ocorrências mais comuns estão dores e lesões diversas; especialista dá dicas para evitar doenças e aproveitar o período de descanso
Aguardada por todos, as férias estão chegando e com elas os tão sonhados momentos de lazer, alegria, descanso e relaxamento. Se aproveitadas de maneira consciente, são consideradas até como ferramenta fortalecedora do sistema imunológico. O que muitos ainda não sabem é que pequenos gestos errados na hora de “embarcar” para a diversão podem ser ruins para a saúde da coluna. Os principais problemas são formigamento, dores, lombalgias e cervicalgias.

 Segundo o fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna, proprietário do ITC Vertebral Ribeirão e ITC Vertebral Curitiba e perito do trabalho, para evitar problemas, o carregamento de malas deve ser realizado com alguns procedimentos importantes. “Devemos sempre usar bagagens com rodas e na impossibilidade, procurar um meio de transporte, optar por mochilas ou dividir o peso em duas sacolas para não sobrecarregar um dos lados da coluna”, diz.

Já para os motoristas o alerta é outro. “Parar a cada uma ou no máximo duas horas de percurso devemos esticar o corpo, hidratar-se e descansar. Alongar e também andar nas pausas. A dica também serve para quem for andar de avião: levantar, alongar, caminhar um pouco”, avisa Martins.

Confira algumas dicas para ter mais qualidade em seu descanso:

- O melhor local para organizar suas roupas é sobre uma mesa, pois ela tem a altura ideal para evitar que você se curve para frente. Mantenha a mala próxima a esse local e igualmente numa altura satisfatória para a sua coluna.

- Ao colocar ou retirar as malas do bagageiro, evite curvar o tronco pra a frente, pois essa posição sobrecarrega a coluna. Se forem muito pesadas peça ajuda à outra pessoa.

- Na esteira do aeroporto, faça uma base larga entre os pés, posicionando um à frente do outro. As pernas devem estar semi-fletidas, um pouco dobradas. Utilize a força das pernas para suspender o objeto e aproxime-o do seu corpo.

- No carro, os joelhos devem estar alinhados com os quadris ou um pouco acima. Apoie bem o corpo no assento e no encosto do banco e mais próximo possível de um ângulo de 90 graus. A distância dos pedais deve ser tal que seja possível alcançá-los com os pés de modo que os joelhos permaneçam levemente flexionados. Evite apoiar a cabeça no encosto, mas mantenha-o na altura da mesma. O encosto deve dar total apoio à coluna, a uma distância do volante que permita que os cotovelos do motorista mantenham-se em leve flexão, de forma a garantir liberdade de movimentos.

Lombociatalgia - dor no ciático - Sintomas,Tratamento

A lombociatalgia é um dos tipos de dores mais comuns na pratica médica, ocorrendo quando há uma compressão nervosa na região lombar (L3, L4, L5 e S1).

É um tipo de dor em que há irradiação para outras localidades. Geralmente inicia-se em região lombar, irradiando para nádega, face posterior da coxa e podendo chegar ao pé.

Causas:

Dentre as causas que predispõem o aparecimento da doença, temos:

- Osteofitose (Bico de Papagaio)

- Doenças degenerativas

- Instabilidade Vertebral

- Traumas

- Tumores (massa comprimindo inervação)

- Hérnia discal*

* A hérnia de disco mais comum é a ocorrida entre as vértebras L5 e S1, sendo, por sua vez, a principal causa das lombociatalgias.

Fatores de Risco:

- Obesidade

- Hábito de fumar

- Realização de trabalhos pesados

- Fatores genéticos

- Hábitos posturais

Sinais e Sintomas:

O que caracteriza a lombociatalgia é a irradiação da dor para as nádegas e face posterior da coxa, podendo alcançar até o pé. A intensidade da dor é variável, desde uma sensação de desconforto até uma dor lancinante e a movimentação da coluna agrava a dor.

A dor pode ser do tipo aguda ou crônica. No primeiro caso ela surge durante a realização de um determinado movimento, como, por exemplo, levantar um peso, enquanto que no segundo caso, vai surgindo gradualmente. Outra característica comum desta patologia é a rigidez matinal, melhorando ao passo que o indivíduo se movimenta. Até movimentos mínimos, como espirrar e tossir gera dor.

Além da dor supracitada, o paciente pode apresentar:

- Hipotonia (diminuição do tônus muscular)

- Arco de movimento incompleto

- Parestesia (formigamento)

Diagnóstico:

O diagnóstico é predominantemente clinico, baseando-se sempre na história do paciente e associando a ela um exame físico completo. A manobra de Valsalva deve ser realizada, uma vez que na compressão radicular a manobra provoca exacerbação da dor ou irradiação dela até o pé.

Um raio-x, entretanto, pode vir a ser útil para detectar o fator predisponente da dor, como estreitamento de espaço intervertebral, escoliose, hiperlordose lombar, dentre outra causas.

Tratamento:

O tratamento visa abolir ou diminuir a dor, normalizar tensão muscular, aumentar ou manter arco de movimento, abolir parestesia e normalizar a marcha. Para isso existem duas vias de tratamento: O conservador e o cirúrgico.

O conservador consiste em uma associação conjunta entre medicação e repouso. Apesar de parecer pouco eficaz, o repouso é extremamente importante para a recuperação de um paciente com lombociatalgia, respeitando, entretanto, a resalva de que este não poderá ser muito prolongado, pois o repouso em excesso pode causar efeitos negativos sobre o aparelho locomotor. Assim que a atividade e a deambulação forem possíveis, o tempo de repouso pode ser encurtado e o paciente deve ser estimulado a retornar às suas atividades habituais o mais rapidamente possível.

Na questão medicamentosa, a classe mais utilizada são os antiinflamatorios não-esteroidais (AINE’s), entretanto devem ser utilizados com cautela em pacientes de risco como idosos e portadores de úlceras pépticas.

O tratamento de eleição das lombociatalgias é sempre o conservador. Todavia, quando a resposta a este não é satisfatória, podem ser realizados alguns procedimentos invasivos. Esses tratamentos cirúrgicos buscam aliviar a compressão causadora da dor, sempre respeitando suas devidas indicações.

É importante lembrar que a cura não vem apenas com o tratamento. Após seu termino, o paciente comumente necessita de reabilitação. A fisioterapia é altamente indicada a esse grupo para restabelecer o padrão natural da musculatura afetada, assim como orientar a manutenção da forma sadia de sua estrutura vertebral.

Tratamento de laserterapia em doenças do aparelho locomotor

Recomenda-se a utilização da laserterapia para o tratamento de doenças das articulações, com o quadro subagudo da doença. A magnetolaserterapia deverá ser realizada duas vezes por ano, juntamente com outros tratamentos terapêuticos, e mantida por um longo período de tempo (vários anos). Dado que, em geral, os pacientes, sofrem crises com alguma regularidade, o tratamento deverá ser iniciado duas semanas antes de as mesmas ocorrerem.

A principal condição do sucesso no tratamento é o alívio e o repouso da articulação lesada (utilização de bengala para apoio, redução da actividade ou imobilização da articulação). O tratamento, composto por 10 a 12 sessões efetuadas em dias consecutivos, poderá ser repetido após um intervalo de três semanas. Não convém tratar todas as articulações que apresentam sintomas de dores, sendo preferível intervir nas duas ou três articulações que apresentem quadros mais agudos.

As pequenas articulações das mãos e dos pés deverão ser irradiadas sobre a região dorsal, no ponto mais doloroso. Por outro lado, as articulações cubitais, rádio-carpais e tíbio-társicas deverão ser irradiadas a partir dos lados de flexão e extensão cada. Quanto às articulações escápulo-umerais e fémoro-tibiais, estas deverão receber a radiação trilateralmente. Por fim, a irradiação das articulações coxo-femurais deverá fazer-se através da área de projecção do ligamento inguinal, do trocanter maior e da tuberosidade isquiática. Os campos de radiação deverão ser aplicados através da projecção do espaço articular. 



Artrite reumatóide

No estádio agudo, a laserterapia (aplicada em contacto, com espelho, de maneira pontual) deverá ser acompanhada pelo alívio e repouso do membro em questão (durante os primeiros três dias, será útil a aplicação de radiação sem contacto com a cabeça irradiadora do tipo matriz, em forma de varredura, ao longo do espaço articular). Em seguida, deve recorrer-se à utilização da cabeça irradiadora infravermelha, de modo pulsado e com sonda magnética. O tratamento deverá ser acompanhado com a extinção do foco de infecção. Na forma crónica, a laserterapia deverá ser efectuada juntamente com massagem e ginástica terapêutica. O protocolo tem duração compreendida entre 10 a 12 sessões, podendo ser repetido passado um mês.



Osteoartrite

O tratamento deverá ser acompanhado com dietoterapia, fitoterapia e terapia medicamentosa. Deverão ser irradiados os pontos dolorosos nas regiões das articulações, fazendo-se a projeção do espaço articular, espessamentos musculares e tendais, contraturas e áreas segmentares paravertebrais. No início do tratamento, a radiação deverá ser aplicada sobre dois a quatro pontos dolorosos a meio do tratamento (6.ª a 8.ª sessão), sobre seis a oito pontos, e no final do tratamento, sobre quatro a seis pontos. Também é possível a aplicação em varredura ao longo do espaço articular.



Epicondilites, periartrites escápulo-umerais, bursites, tendovaginites, fasceítes plantare

Epicondilites (entesopatias). Durante o tratamento, e ao longo de duas semanas após o tratamento, o paciente deverá reduzir ao máximo o esforço físico sobre o membro lesado. Deverá ser aplicado um emplastro térmico sobre o epicôndilo lesado (o emplastro não deve ser retirado durante cinco ou seis dias, sendo que a radiação se aplica através do mesmo). O tratamento deverá ser feito com a cabeça irradiadora infravermelha com sonda magnética. A aplicação deve fazer-se durante dois minutos sobre o ponto doloroso no local de ligação do tendão com o osso e com uma compressão moderada dos tecidos moles. Apresenta-se útil a utilização pontual do aplicador, que permite aumentar várias vezes a densidade de energia da radiação laser de baixa intensidade e fazer chegar a radiação ao ponto doloroso de maneira mais precisa. Adicionalmente, poderá ser irradiado simetricamente o ponto paravertebral CVII (aplicação em contacto, com movimentos lentos) e também ThX (aplicação em contacto, de maneira pontual). O tratamento, composto por uma sessão diária ao longo de 12 dias, poderá ser repetido após um intervalo de duas ou três semanas, após o qual deverá prosseguir com uma sessão a cada dois dias. 

Tendovaginites. Miosites. No estado agudo, durante os primeiros três dias, recomenda-se a aplicação de radiação com a cabeça irradiadora matriz sobre a área lesada, sem contacto. Em seguida, deverá aplicar-se a magnetolaserterapia (cabeça irradiadora infravermelha) sobre a região do tendão ou do músculo lesado, em contacto, sem compressão dos tecidos moles. O tratamento, constituído igualmente por uma sessão diária do longo de 12 dias, poderá também ser repetido passadas duas semanas, com sessões efetuadas a cada dois dias. 

Fasceítes plantares. Protocolo de laserterapia ou magnetolaserterapia: Aplicação de radiação em contacto, de forma pontual. Durante as primeiras três sessões de magnetolaserterapia, deverão ser irradiados o ponto de projecção da fasceíte plantar sobre a planta do pé e o ponto de ligação do tendão de Aquiles com o calcâneo. A partir da quarta sessão, deverá ser acrescentado o ponto na superfície interior ou exterior da região plantar (com frequência, o próprio paciente indica o ponto doloroso nesta região; o médico identifica este ponto por palpação). 

Durante os primeiros três dias, recomenda-se a aplicação de radiação com a cabeça-matriz, sem contacto (distância de um cm), sobre o ponto de projecção da fascite plantar sobre a planta do pé e, em seguida, com a cabeça irradiadora infravermelha.

O tratamento, composto por uma sessão diária ao longo de 10 dias, deverá repetido após duas semanas. Em caso de necessidade, o tratamento poderá ser realizado uma terceira vez. Nos casos resistentes, poderá ser repetido após um intervalo de seis meses.

Observação: durante o tratamento de epicondilites, periartrites escápulo-umerais e fasceítes plantares de longa duração, o paciente poderá não notar qualquer melhoria. Por regra, no mês após o tratamento são observadas melhorias significativas, que podem ir até ao desaparecimento total da síndrome de dor e recuperação da função do membro. 



Síndrome de fibromialgia

A síndrome de fibromialgia é provocada pelos transtornos da microcirculação nas estruturas músculo-tendinosas. Esta doença caracteriza-se por dores difusas, fadiga, astenia matinal e insónia.

A radiação laser deverá ser aplicada no local da lesão (ponto doloroso, trigger zone, patologias dos tecidos identificadas por raios X). Protocolo de magnetolaserterapia: Aplicação de radiação em contacto, de forma pontual. Cabeça irradiadora infravermelha com sonda magnética. Aplicação consecutiva sobre os pontos dolorosos 1 a 4. Tratamento composto por 10 a 12 sessões em dias consecutivos.

A combinação da magnetolaserterapia com massagem, ginástica terapêutica ou terapia manual aumenta significativamente a eficácia do tratamento. No caso de necessidade, a terapia poderá ser repetida após um intervalo de três ou quatro semanas.

Artrose no joelho pode ser tratada com exercícios. Valorize o Fisioterapeuta!


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O joelho é uma das partes do corpo que mais suporta carga e tem muitas articulações, por isso acaba sendo muito afetado pela artrose. A artrose é uma doença degenerativa das articulações. As causas podem ser fatores genéticos, sobrepeso, falta de exercício físico, exagero no uso da articulação, sobrecarga em esportes e desgaste das cartilagens. Joelhos com desvios do eixo - mal alinhamento, por exemplo - e traumas de repetição também podem resultar na doença.  A artrose, também conhecida como osteoartrite, tem caráter degenerativo e já faz parte da vida de 10 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED).
 
A artrose na região causa dor no paciente e pode levar a uma perda considerável de qualidade de vida, chegando a ocasionar danos irreversíveis, como a deformação e enrijecimento de membros. Alguns dos principais sintomas da patologia podem ser facilmente percebidos em um rápido exame clínico, como uma articulação com dores, inchada, com falta de firmeza ou rangidos. Dificuldades ou reduções na capacidade de movimento também podem ser indícios da artrose. Quando a pessoa percebe sintomas da doença, deve procurar um especialista.
 
A faixa etária mais afetada é a terceira idade, por conta do envelhecimento natural do corpo. Algumas ações que podem diminuir os sintomas da doença. Recomenda-se perda de peso, exercícios de fortalecimento e alongamento, dieta balanceada, diminuir a sobrecarga desnecessária e fazer uso de medicação disponível no mercado, sempre prescrito por um especialista.
  
SINTOMAS:
 
• Dor no joelho após esforços e melhora com o repouso;
• Sentir rigidez ao se levantar da cama de manhã ou após longos períodos de repouso: geralmente, a dor passa após 30 minutos ou quando começam as atividades normais do dia;
• Presença de estalos ao movimento ou "crepitações";
• Inchaço e calor, sentidos geralmente na fase inflamatória;
• Sensação de aumento de tamanho do joelho, devido ao crescimento dos ossos ao redor;
• Movimentos mais limitados, especialmente para esticar o joelho totalmente;
• Dificuldade em apoiar a perna no chão;
• Músculos da coxa mais fracos e atrofiados.
 
CAUSAS:
 
• Desgaste natural das articulações, devido à idade;
• Estar muito acima do peso;
• Traumatismo direto, como cair de joelhos, por exemplo;
• Doença inflamatória associada ao uso indevido da articulação.
 
Tratando a artrose no joelho
 
A artrose é uma doença sem cura conhecida e no joelho não é diferente. Algumas iniciativas podem amenizar os sintomas de dor e limitação causados. Um tratamento pode ser eficaz em controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
 
Ao contrário do que se pensa, exercícios são fundamentais para manter uma boa articulação. Os melhores são os exercícios resistidos - aqueles realizados contra alguma forma de resistência à contração muscular - que fortalecem os músculos, e os de alongamento, que permitem um ângulo de movimentos adequado. O tratamento cirúrgico só é recomendado quando o tratamento medicamentoso associado aos exercícios falha e o paciente tem uma dor incapacitante.
 
Porém, há exercícios contraindicados. Se a região afetada for a rótula, os exercícios de flexão/extensão dos joelhos, como agachamento ou bicicleta, não devem ser feitos, principalmente se provocarem dor. Quando a doença está entre os ossos do fêmur e da tíbia, a corrida não é aconselhável. 
 
Alguns exercícios simples podem ser eficazes para amenizar as dores e melhorar a qualidade de vida.Ao se deitar e antes de levantar, o paciente pode esticar uma perna de cada vez, alongando a parte posterior da mesma, fazendo duas séries de 10x cada perna. Essa simples ação ajuda a lubrificar a articulação e alongar a musculatura.

Mitos e verdades sobre Doenças Reumatológicas

1 - Doenças reumáticas só atacam pessoas idosas.
Mito. Há doenças como a artrite reumatoide juvenil que pode iniciar-se aos três anos de idade, a febre reumática dos 5 aos 15 anos, o lúpus a partir da adolescência até os 50 anos, a artrite reumatoide a partir dos 45 anos.

2 - O frio piora o quadro do paciente de artrite.
A maioria das pessoas se queixa desse fato. O que se sabe de estudos é que alterações da pressão atmosférica, muito mais do que a temperatura, influenciam a dor articular, o que é comum em elevadas altitudes onde a pressão atmosférica é alta e a temperatura também mais baixa. 

3 - Mulheres sofrem mais de doenças reumáticas que homens.
Verdade. A maioria das doenças reumáticas acomete mais as mulheres. Mas, existem doenças que predominam nos homens como a gota.

4 - Dor nas articulações é sinal de doença reumática.
Em geral, sim. O médico reumatologista deverá ser procurado rapidamente para avaliação desse sintoma.

5 - Doenças reumáticas deixam o paciente estéril.
Algumas doenças reumáticas podem gerar esterilidade por comprometimento das gônadas (testículos e ovários), mas é algo raro de ocorrer.

6 - Doenças reumáticas incapacitam o paciente e deve parar de trabalhar.
Mito. Quando bem tratadas e acompanhadas, o indivíduo pode ter sua vida normal ou próxima à normalidade.

7 - Atividade física é contraindicada a pacientes com doenças reumáticas.
Mito. Ao contrário. A atividade física acompanhada por profissionais qualificados está indicada nesses pacientes.

8 - Doenças reumáticas não têm cura.
Mito. Algumas doenças reumáticas como artrite gonocócica, tendinites, bursites têm cura. As outras doenças reumatológicas podem ser muito bem tratadas deixando a vida do paciente normal ou próxima ao normal, quando seguem as orientações do reumatologista. 

9 - Algumas doenças reumáticas são contagiosas.
Mito.

10 - Doenças reumáticas deixam o paciente com deformidades.
Podem deixar quando demora o diagnóstico e o início do tratamento. Portanto, quando a pessoa apresentar dor ou inflamação da articulação (calor local ou vermelhidão) deve procurar imediatamente o reumatologista.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Principais lesões no Futebol

Atualmente, a maior parte das lesões não está relacionada a pancadas, mas sim a movimentos de rotação e explosão muscular. Em uma análise dos prontuários médicos de oito times profissionais, ortopedistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constataram que as lesões por choque entre jogadores (as chamadas contusões) representaram apenas 24,1%, contra 39,2% de lesões musculares, 17,9% de torções e 13,4% de tendinites. Além disso, o estudo apontou que 72,2% das lesões ocorreram em membros inferiores, com predomínio na coxa (34,5%), no tornozelo (17,6%) e no joelho (11,8%). "A cada 6 segundos o jogador de futebol faz um movimento inesperado. Articulações e músculos foram feitos para mexer, mas o ser humano ultrapassa os limites de movimentação do seu corpo e aí ocorrem as lesões", diz o ortopedista Moisés Cohen, que coordenou o levantamento da Unifesp e já operou craques como Raí e Vampeta. Um estudo dos médicos ingleses Richard Hawkins e Colin Fuller, publicado no British Journal of Sports Medicine, mostrou que 71% das lesões ocorridas na Copa do Mundo de 1994 aconteceram em lances não assinalados como faltas, o que indica que o maior inimigo do atleta é a competividade do futebol moderno. "O movimento não precisa ser brusco para machucar. Muitos rompem o ligamento cruzado (do joelho), por exemplo, por causa de um movimento sozinho", conclui Moisés Cohen.



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Rosto

Apalpe seu rosto e sinta o osso bem embaixo do seu olho. É o osso zigomático, que vai até a mandíbula, formando um vão sob ele. Muitos jogadores costumam usar os braços para proteger a bola e às vezes, com uma cotovelada, afundam esse osso

Púbis

O local onde o músculo adutor da coxa se encontra com o púbis (parte de baixo da "bacia") é um dos mais sobrecarregados no futebol. O movimento repetitivo nessa região provoca uma inflamação no tendão que junta o músculo e o osso. É um tipo de tendinite - o tendão não se rompe - sentida como a famosa "puxada na virilha"

Canela

A fratura na tíbia é o tipo de fratura mais comum no futebol. Antigamente, quando o uso de caneleiras não era obrigatório, elas eram ainda mais típicas. Em casos de fratura da tíbia, é comum que a fíbula também seja afetada, afinal é um osso muito mais fino e que nem sempre é protegido pelas caneleiras

Tornozelo

Assim como o joelho, sofre com a rápida movimentação do futebol moderno. Para piorar, os tornozelos estão mais vulneráveis a pancadas e aos buracos do campo. As lesões mais comuns são torções (ou entorses) nos ligamentos que conectam os pés aos ossos da perna - o ligamento anterior de um boleiro vive dolorido

Fratura por estresse

Mais um tipo de lesão causado por movimentos repetitivos, que apesar de gerar muita dor, não é detectado no raio X. Para entender, pense no osso como um arame: se você o dobrar muitas vezes no mesmo ponto, uma hora ele vai arrebentar. Os ossos que mais sofrem por estresse são os do pé, que são finos e não param de se movimentar

Joelho

Os movimentos de rotação são os culpados pelas lesões no joelho. As mais comuns são rompimentos (total ou parcial) do ligamento cruzado anterior (1), do ligamento colateral-tibial (2) e do menisco (3). Eles funcionam como elásticos que se esticam com a rotação da perna. Quando são sobrecarregados, eles rompem e é preciso reconstituí-los usando outros tendões, como o de trás da coxa

Coxa

O músculo é feito de várias fibras que, na hora do movimento, escorregam umas sobre as outras. Quando o movimento não é harmônico ocorre um estiramento. Durante o chute, por exemplo, o músculo está contraído para produzir a força contra a bola e, de repente, você o estica. Os músculos posteriores são as principais vítimas. Eles podem simplesmente travar (contratura) ou mesmo se romper

Equipamentos de proteção


Os mais usados são caneleira, tornozeleira e bermuda térmica (ou "coxeira"). Muitas caneleiras já têm uma tornozeleira acoplada, mas, para dar mais firmeza, os jogadores geralmente fazem uma "botinha" no tornozelo com uma faixa. A coxeira ajuda a deixar a musculatura da coxa aquecida e produz pressão sobre as fibras para evitar que elas escorreguem de mais ou de menos

Estudo de Caso de Paciente com Artrite Reumatóide - Tratamento Fisioterapêutico

Relato de caso

Paciente M.G.M., sexo feminino, 49 anos, residente de Tubarão/SC, e aposentada e atualmente e costureira. A QP e a dor na face posterior do joelho bilateralmente, e dificulta suas AVD's. Na HDA os sintomas da artrite reumatóide (A. R.) iniciaram-se há sete anos, logo após sua menopausa. Primeiramente os joelhos foram acometidos, logo depois as dores em MMSS começaram a aparecer, juntamente com nódulos nas mãos (a. metacarpofalangeanas) bilateralmente. Na HDP, paciente teve um AVC e uma PCR aos 28 anos de idade. Paciente tem osteoporose em MMII. Diz que após a menopausa tem sofrido quedas consecutivas e freqüentes, sendo que a ultima foi há um mês, onde a dor em joelhos se exacerbou. Na HF sua mãe teve AVC, pai com IAM e ambos tinham DM, tem uma tia com A . R. Nos HV, paciente refere ter uma dieta balanceada e saudável, inativa, sono intraquilo pela patologia. A dor e do tipo irritável, afeta o sono e as AVD's, agrava-se com a mudança de tempo (frio), alivia com medicamentos, argila, compressas quentes. Localiza-se em joelhos-face posterior. Seus medicamentos são: Gelopan(r), Nimesulidi(r) e Corticorten(r), . No exame hematológico, apresenta fator reumatóide positivo. Na inspeção a paciente apresenta cistos de Baker na face posterior do joelho bilateralmente, e nódulos reumatoides nas articulações metacarpofalangeanas bilaterais, sendo sensíveis a palpação e apresentam-se com temperatura elevadas. Apresenta vasculite reumatóide em regiões perimaleolar bilateralmente, sendo que a pele da paciente exprime um aspecto de rompimento vascular, sendo vermelha, e após dias e visível uma espécie de hematoma. No exame físico paciente apresenta sensibilidade ( tátil, térmica e dolorosa) presentes, reflexos normais, e a ADM e força muscular nas articulações de MMII, MMSS e tronco são normais, embora há restrição nas a . de joelho e punho, mão e dedos, bilateralmente. No teste de força muscular de quadríceps apresenta grau 3, e nos flexores de punho grau 2. A ADM articular apresenta:
Articulação
Direito
Esquerdo
Flexão de punho
40º
50º
Extensão de punho
50º
20º
Flexão de joelho
100º
80º
Extensão de joelho
20º
10º

na avaliação postural, paciente apresentava joelhos varos e recurvatum.

A paciente tem diagnostico de artrite reumatóide, confirmado pelos critérios diagnósticos do Colégio Americano de Reumatologia, sendo:

* Rigidez articular matinal de pelo menos uma hora;
* Artrite de três ou mais articulações, por mais de 06 semanas;
* Artrite das articulações das mãos e ou de punhos, por mais de 06 semanas;
* Artrite simétrica, bilateral, simultânea, por mais de 06 semanas;
* Presença de nódulos reumatóides
* sendo necessários 04 ou mais critérios presentes para estabelecer o diagnostico de A . R.


Objetivos do tratamento

Em vista da A . R. ser uma patologia sistêmica o tratamento proposto visa:
* manutenção da ADM articular e força muscular em tronco, MMSS e MMII ( com exceção das articulações afetadas: punho e mãos, e joelhos, bilateralmente);

* ganho de ADM articular e força muscular em punho, mãos e joelhos, bilateralmente;
* melhora da capacidade aeróbica, aprimorando o funcionamento cardio-respiratório;
* orientações a paciente quanto a importância da mobilidade, alongamentos e atividades aeróbicas em seu domicilio, e atenção ergonômica a possíveis quedas.


Plano de tratamento

* alongamento ativo de MMSS, MMII e tronco (1-20') com o auxilio do espaldar;
* uso da bicicleta por 15 min., onde a carga era aumentada progressivamente, e essa atividade era associada a cinesioterapia ativa de MMSS com o uso do bastão (3x15);
* cinesioterapia resistida de punho, mão e dedos bilateralmente com o uso dos exercitadores: Power Web(r), Kit Kanavel(r) ( faixas pretas) e Thera Band(r) (faixas pretas), sendo para cada movimento 3x15;
* cinesioterapia resistida de joelho bilateral utilizando caneleiras de 1,0Kg com os movimentos de flexo-extensão de joelho, com 3x15.


Evolução

Na reavaliação, notou-se melhora na performance das atividades que exigiam força em punho e mão bilaterais , o Power Web(r) que era verde, passou para vermelho, os nódulos presentes nas a . metacarpofalangeanas diminuíram. A carga da bicicleta que era de 1Kg aumentou para 1,5Kg. A força muscular foi aumentada, como mostra a tabela abaixo.
Musculatura
Antes
Depois
Quadríceps
3
4
Flexores de punho
2
4

*sem unidades de medida

A ADM articular se manteve quanto aos movimentos de flexão e extensão de joelhos bilaterais, já em punhos houve evolução, conforme as tabelas a seguir:
Membro
Antes
Depois
Flexão de punho
40
65
Extensão de punho
50
60

* medidas em graus
Membro esquerdo
Antes
Depois
Flexão de punho
50
70
Extensão de punho
20
35

*medidas em graus


Discussão

Van den Endel, et.al. (2005) explicam que a A.R. é uma enfermidade inflamatória crônica que afeta o sistema músculo esquelético; sendo a inflamação das articulações e tendões promovem dor, tumefação e limitação de movimento, ocasionado deformidades. Explicam também que esses pacientes tem uma menor flexibilidade articular, força muscular, resistência e capacidade aeróbica, quando comparados a indivíduos sem essa patologia.
Vand der Giesen, et.al. (2005) relatam que a A .R. é uma desordem crônica que afeta 1% da população.

Mantilla (2005) entende que a A.R. é uma enfermidade caracterizada por um comprometimento poliarticular progressivo e destrutivo, e há ocasiões de mau prognóstico, levando a invalidez.

Sato e Ciclonelli (2000) resumem que a A .R. é uma doença auto-imune de etiologia desconhecida caracterizada por poliartritecrônica, simétrica e erosiva, podendo haver envolvimento sistêmico.

Atagon Pinto (2001) afirma que é uma enfermidade geral e difusa do tecido conjuntivo caracterizada primordialmente por lesões inflamatórias articulares.

Atra et.al. (1988) presumem que a A .R. tem etiologia obscura e provavelmente imunológica; as teorias ou fatores etiopatogênicos da A .R. são: fatores genéticos, microbianos e virais, imunológicos ou psicogênicos.

Anaya et.al. (1994) citam que e a maioria dos pacientes com A.R. apresentam fator reumatóide positivo, nódulos subcutâneos, sendo que podem ter acometimentos pulmonares, e ainda relatam que e mais comum em mulheres.

Gonzallez (2005) diz que os principais sintomas da A .R. são dor e rigidez matinal.
Fernandes (2000/2001) descreve que a A .R. tem comprometimentos articulares, como a rigidez matinal, dor a movimentação e a palpação, edemas, aumento da temperatura articular; e comprometimentos extra-articulares como acometimentos oculares, cardíacas, pulmonares, e neurológicos. Cita que há presença de nódulos reumatóides em 20 a 30% dos pacientes nas superfícies extensoras de MMSS, assim como em qualquer parte do corpo. Ainda explica que a vasculite reumatóide ocorre principalmente em pacientes com A .R. de longa duração, se manifesta como ulcera isquêmica em região perimaleolar, mas pode acometer vasos viscerais e determinar ate risco de morte.

Aris (2003) explica que todas as articulações diartrodiais podem ser comprometidas, destacando a " mão reumatóide", com graus variados de incapacidades. Alem disso, o comprometimento extra-articular destaca o nódulo reumatóide e vasculite reumatóide, sendo que 80% dos pacientes tem fator reumatóide positivo.

Vand der Giesen, et.al. (2005) resumem que nesses pacientes a mão e freqüentemente envolvida; num estudo foi observado que 64% dos pacientes com A . R. tinha envolvimento com a mão. Explicam que as articulações das mãos e punhos ficam inflamadas, sensíveis, freqüentemente resulta em dor, limitação da mobilidade articular, edema, perda ou diminuição da força muscular e deformidades; tem-se encontrado que a força da mão em pacientes com A .R. e 75% menor que a da população normal.

Li, Judd e Pencharz (2005) concluem que o tratamento fisioterapêutico consta de técnicas manuais, exercícios, treinamento funcional e atividades aeróbicas, alem da educação do paciente.

Van den Endel, et.al. (2005) relatam que o exercício tem como objetivos: preservar e recuperar a capacidade funcional, por meio da melhora da mobilidade articular, força muscular, resistência e capacidade aeróbica; sendo os exercícios de caráter isotônico são mais eficazes para melhorar a força muscular e a capacidade aeróbica.

Sato e Ciconelli (2000) dizem que os objetivos da fisioterapia são o alivio da dor, manter ou melhorar a capacidade funcional, prevenir a incapacidade e adaptar o paciente ao meio e melhorar a sua qualidade de vida.

Vand der Giesen, et.al. (2005) afirmam que nesses pacientes, o tratamento tem de constar de exercícios específicos para as mãos, como treino funcional para melhorar as habilidades manuais, assim como o treino de força nessa musculatura.

Fernandes (2000/2001) diz que na A.R. a cinesioterapia atua nas estruturas osteomioarticulares, melhorando a capacidade funcional, muito prejudicada nestes pacientes.
Van den Endel, et.al. (2005) concluem que vários estudos mostraram que um programa de exercícios de condicionamento físico com bicicleta, caminhadas e exercícios na piscina, em pacientes com A.R., resultaram em uma melhora da capacidade aeróbica nos grupos submetidos a essas atividades, comparando-se ao grupo controle, sem essas atividades.

Referências bibliográficas

Aragon Pinto, Luz Stella. Artritis reumatoidea. Actual. enferm;4(2):22-27, jun. 2001.
Aris R., Hernán. Artritis reumatoídea. Bol. Hosp. San Juan de Dios;50(2):74-83, mar.-abr. 2003.

Anaya, Juan; Ortiz, Luis; Polanía, Ernesto; Espinoza, Luis. Compromiso pulmonar en la artritis reumatoidea. Rev. Colomb. Neumol;6(1):30-9, mar. 1994.

Atra, Edgard; Andrade, Luiz Eduardo Coelho; Goldenberg, José; Sato, Emilia Inoue. Tratamento da artrite reumatóide. Ars cvrandi;21(10):57, 60, 62, passim, nov.-dez. 1988.

Fellet, Aloysio J; Tavares, Agostinho; Scotton, Antônio Scafuto. Artrite reumatóide. RBM rev. bras. med;58(n.esp):97:102:104:108:110-99-102-104-108-111, dez. 2001.

FERNANDES, P.V. Artrite Reumatóide. 2000/2001. Disponível em: < http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=62&ac=1&id=6> Acesso em: 29/04/05.

GONZALEZ, H. Instrumentos de medición en artritis reumatoide, 2005. Disponible em: < http://www.encolombia.com/reuma722000-instrumentos.htm> Acesso em: 29/04/05.

Li L, Judd M, Pencharz JN. Comprehensive physiotherapy for rheumatoid arthritis. The Cochrane Library, Issue 2, 2005. Oxford: Update Software.

MANTILLA, R.D. La sinoviolisis en el tratamiento de la artritis reumatoide. 2005. Disponible em: http://www.encolombia.com/reuma722000-sinoviolisis.htm Acesso em: 29/04/05.

Sato, Emília Inoue; Ciconelli, Rozana Mesquita. Artrite reumatóide. RBM rev. bras. med;57(n.esp):93-4, 96, 98, passim, dez. 2000.

Vand der Giesen, F. , Vliet vlieland T, Schoones JW, Brosseau L. Exercise therapy for the rheumatoid hand. The Cochrane Library, Issue 2, 2005. Oxford: Update Software.

Van den Ende CHM, Vliet Vlieland TPM, Munneke M, Hazes JMW. Tratamiento con ejercicios dinámicos para la artritis reumatoidea. The Cochrane Library, Issue 2, 2005. Oxford: Update Software.


Fsioterapia em Neuropediatria: Por que realizar?

A Fisioterapia é uma ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações neurológicas, genéticas, traumáticas ou por doenças adquiridas. 
Suas principais funções são: melhorar a mobilidade, aliviar a dor, prevenir lesões e recuperar as funções não adquiridas e perdidas, utilizando de diversas técnicas. 
A Fisioterapia em Neuropediatria é o ramo da neurologia que se dedica ao estudo das doenças do desenvolvimento e maturação do sistema nervoso em crianças. Possui importância no controle de doenças com comprometimento neurológico. Quando ocorre uma lesão neurológica em uma criança, o fisioterapeuta analisa a sua motricidade e a sua funcionalidade através do seu desenvolvimento motor normal. Para realizar o tratamento de crianças com lesões neurológicas precisa-se conhecer o desenvolvimento motor normal (com todas as suas peculiaridades) para reconhecer o anormal. Assim, as etapas do desenvolvimento servem como guia no processo de diagnóstico e tratamento.
A Fisioterapia tem um papel fundamental no processo de reabilitação neurológica, na medida em que interfere de modo decisivo nos aspectos motores, cognitivos e psicossociais. Atuando na inibição dos reflexos patológicos e primitivos persistentes, facilita assim o desenvolvimento gradual do controle motor postural. Portanto, realizando uma avaliação e acompanhamento adequado do comportamento anormal da criança, é possível aplicar um tratamento precoce proporcionando estímulos para recuperar e manter um padrão de sinergia motora próxima da normalidade que a ajude no seu desenvolvimento. O fisioterapeuta dispõe da possibilidade de proporcionar uma contribuição especial e inestimável às crianças que apresentam deficiência neurológica ou algum tipo de problema através do atendimento lúdico e terapêutico.
As atividades lúdicas devem ocorrer de maneira intencional e planejada pelo fisioterapeuta durante os atendimentos, sendo um recurso que tem como finalidade facilitar ou conduzir aos objetivos estabelecidos. Embora para a criança a atividade lúdica possa ser considerada como brincar, busca-se o alcance dos objetivos estabelecidos durante a avaliação. Buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, também levamos a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade.