Faculdade Mario Schenberg

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Criação de um D.A na FMS

Convidamos a galera para participar da formação de nosso D.A.F.M.S, que será acompanhado pelo nosso Professor Coordenador Eduardo Santana de Araujo.

Missão
O Diretório Acadêmico Mario Schenberg entidade civil tem por finalidade a defesa, a liberdade, a igualdade e a participação de todos os alunos, nos seguintes termos:

- reconhecer, estimular e representar a luta do corpo discente em geral, em defesa dos seus interesses coletivos;

- organizar os estudantes na luta por uma Faculdade crítica;

- organizar a luta dos estudantes, ao lado do povo, por justiça social, sociedade livre e democrática;

- estimular, defender e participar de qualquer tipo de organização ou movimento democrático autônomo;

- organizar reuniões e certames de caráter cívico, social, cultural, artístico, sanitário e científico, visando a complementação e o aprimoramento da vida universitária;

- recepcionar os alunos recém-matriculados (“calouros”) na Faculdade de Fisioterapia da FMS;

- promover atividades conjuntas com as comissões de formatura de cada turma de acadêmicos;

- repudiar toda e qualquer forma de discriminação, preconceito e injustiça dentro ou fora da Faculdade;

- reconhecer e divulgar o Decreto-lei 938/69, a lei 6.316175, as Resoluções COFFITO e o dia 13 de Outubro como o dia da Fisioterapia, promovendo atos ou campanhas que coloquem em evidência a Fisioterapia e sua história;

- realizar contatos com representantes do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região Administrativa - CREFITO-3 para, na medida de suas possibilidades, contribuir com as iniciativas para formação de um fisioterapeuta eticamente posicionado;
Descrição
O Diretório Acadêmico Mario Schenberg é um órgão exclusivo de representação estudantil da Faculdade de Fisioterapia Mario Schenberg.

XXIII Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia 2013

Pessoal, já temos a data do Fórum De Ensino em Fisioterapia!

"A Coordenação Nacional da ABENFISIO e a Comissão Organizadora apresentam-lhes a programação preliminar do XXIII Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia, que será realizado no período de 04 a 06 de setembro de 2013, no Centro de Convenções do Hotel Pestana, em Curitiba/PR."

Segue abaixo o link do evento:
http://www.abenfisio.com.br/forum2013/

Certificado da Campanha da Vacinação da Polio

Os certificados anexos e dos links:
https://www.dropbox.com/sh/9bi2r5gssari7lz/nOAYN6ndmn

Obrigado!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Síndrome do túnel társico

O túnel do tarso é um canal estreito que fica na parte interna do tornozelo, formado pelos ossos do tornozelo e os ligamentos do retináculo flexor, que tem como função proteger e manter as estruturas contidas no seu interior (artérias,veias, tendões e nervos) na posição correta. 
Uma dessas estruturas é o nervo tibial posterior, onde se origina a síndrome do túnel társico.
Esta síndrome consiste na compressão do nervo tibial posterior, produzindo sintomas ao longo do trajeto do nervo, que vai do interior do tornozelo à planta do pé. 
O seu comportamento é semelhante à síndrome do túnel do carpo, que ocorre no pulso. Ambos os distúrbios decorrem da compressão de um nervo num espaço de passagem estreito. 
A síndrome do túnel társico é relativamente pouco frequente e afeta sobretudo as mulheres entre 45 e 50 anos. Os principais fatores de risco são o excesso de trabalho em carga, uma história de traumatismo ou fratura ou exercícios repetitivos em flexão plantar.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

  • Formigueiro, ardor, dormência ou sensação semelhante a um choque elétrico no tornozelo e/ou na planta do pé
  • Dor, incluindo uma pontada de dor do tornozelo em direção à planta do pé
  • Um pequeno nódulo no nervo, logo acima da passagem pelo ligamento, pode estar presente.
Muitas vezes os sintomas são agravados pelo uso excessivo do pé, como estar em pé muito tempo seguido, ou começar um novo programa de exercícios. É muito importante procurar um tratamento precoce, caso contrário o mecanismo lesivo mantêm-se, podendo resultar em danos permanentes do nervo.
Como os sintomas da síndrome do túnel társico podem ser confundidos com outras condições, uma avaliação cuidada é essencial para um diagnóstico acertado. Durante a avaliação clínica, o nervo deve ser palpado, de forma a perceber se os sintomas provêm desta estrutura. 
Na presença de um nódulo suspeito uma ecografia pode ser pedida. A eletromiografia pode ajudar a determinar a gravidade da lesão através do estudo da velocidade de condução nervosa.

Tratamento

Existem várias opções de tratamento conservador (não-cirurgico), que muitas vezes são utilizadas de forma combinada, por desta forma serem mais eficazes na redução dos sintomas:
Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Medicação oral. Os anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs), como o ibuprofeno, ajudam a reduzir a dor e a inflamação.
Imobilização. Restringindo o movimento do pé, vestindo um elenco às vezes é necessário habilitar o nervo e tecido circundante para curar.
Fisioterapia:
  • Mobilização/manipulação articular do tornozelo
  • Alongamento suave e progressivo das estruturas afetadas
  • Massagem de mobilização dos tecidos moles.
  • Aplicação de ultra-sons da zona de dor.
  • Palmilhas personalizadas podem ser prescritas para ajudar a manter o arco plantar e limitar o movimento excessivo, que pode causar compressão do nervo.

Uma infiltração com cortico-esteróides dada na zona dos sintomas por um ortopedista pode aliviar temporariamente a dor
A descompressão cirúrgica por secção do retináculo flexor deve ser considerada quando o paciente não responde ao tratamento conservador, mantendo-se com dores limitativas para as atividades da vida diária.

Exercícios terapêuticos para a síndrome do túnel társico

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação da síndrome do túnel társico. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.




Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.




 Extensão resistida do pé
Sentado com a perna esticada e o elástico na ponta do pé. Empurre o elástico para a frente, depois deixe o pé regressar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 e 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

 Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.
Franson J, Baravarian B. Tarsal tunnel syndrome: a compression neuropathy involving four distinct tunnels. Clin Podiatr Med Surg. 2006 Jul;23(3):597-609.
DiDomenico LA, Masternick EB. Anterior tarsal tunnel syndrome. Clin Podiatr Med Surg. 2006 Jul;23(3):611-20.
Lorei MP, Hershman EB. Peripheral nerve injuries in athletes. Treatment and prevention. Sports Med. 1993 Aug;16(2):130-47.

Capsulite adesiva da anca - estudo de caso clínico

A capsulite adesiva tem sido definida como uma condição que começa com inflamação sinovial e progride como um contínuo de quatro fases, terminando na fibrose capsular.
Na capsulite adesiva da anca (CAA) a membrana sinovial e a cápsula articular têm uma aparência classicamente inflamada ou fibrosada, dependendo da fase da doença, que pode ser observada durante a artroscopia da anca ou a cirurgia aberta. A biópsia da membrana sinovial e da cápsula pode mostrar a presença e a concentração de citocinas, indicador de inflamação e fibrose.
A CAA é muitas vezes acompanhada de osteopenia da anca e, menos frequentemente, de outras patologias, como ruturas do labrum glenoideu, lesão osteocondral e roturas do ligamento redondo.
A menos que a CAA seja diagnosticada através de cirurgia ou biópsia, o médico deve contar com a história do paciente e os dados clínicos para diagnosticar esta condição clínica e terá como objectivo o tratamento das patologias subjacentes.
Apesar de a literatura não discutir a disfunção biomecânica como possível etiologia um artigo sobre CAA relata a presença de dor nas costas em três estudos de caso. Evidências mostram inter-relações entre a anca e a coluna lombar, e que esta condição clínica pode ser causada por disfunção biomecânica na anca e/ou nas articulações relacionadas, incluindo a coluna vertebral, ilíacas, e articulações dos membros inferiores.
Pelo que será importante avaliar a biomecânica destas articulações, fraqueza muscular/desequilíbrios musculares, dor ou inibição reflexa, e discrepâncias no comprimento das pernas quando se considera a etiologia de qualquer CAA. Além destes, a imobilidade também deve ser considerada como um factor, pois está comprovado que pode levar a contraturas articulares produzidas pelas mesmas citocinas que conduzem à fibrose capsular presente na capsulite adesiva.

Apresentação de caso

  • A primeira consulta foi em outubro de 2009, a paciente era uma mulher de 55 anos que relatou uma história de dor na anca direita há cinco anos, que evoluiu para dor bilateral das ancas.
  • A dor na lateral da anca direita começou de repente enquanto estava a dormir, e foi descrita como uma dor latejante constante que a mantinha acordada, 8/10 na EVA, e aumentava com movimentos da anca.
  • Por algum tempo, a dor sentia-se apenas à noite, mas aos poucos começou a doer durante a condução e sentada.
  • Em algum momento a dor evoluiu para incluir a anca esquerda, com dor aguda episódica.
  • Esta dor era pior ao sentar-se e conduzir e aliviava quando em pé.
  • A dor que começou na região lateral da anca avançou para a região anterior desta.
  • Alguns meses antes da consulta inicial a dor mudou novamente, mas para a região da virilha. Isto incluiu episódios de dor aguda com certos movimentos da anca.
  • Esta paciente foi diagnosticada com uma "distensão muscular" e prescrito valium e repouso.
No histórico médico da paciente apenas um episódio de dor lombar 20 anos antes da consulta inicial, quando estava a pegar no seu filho. Quando ela tinha 26 anos e trabalhava como enfermeira, a paciente começou a usar uma palmilha com cerca de 8mm para atenuar uma dor no pé esquerdo.

Exame Físico

  • O paciente mede 1,60m e pesa 70Kg.
  • A observação da paciente em pé revelou escoliose vertebral moderada com convexidade para a direita da coluna torácica e convexidade para o lado esquerdo da coluna lombar.
  • Observou-se aumento da lordose lombar e aumento da pronação do pé direito.
  • A escoliose da paciente diminuiu com a elevação do calcanhar esquerdo.
  • Observação da marcha revelou aumento da rotação interna de ambos os fémures durante todo o ciclo da marcha acompanhada por circundução das ancas.
  • Os testes neurológicos foram negativos.
  • A amplitude de movimento da coluna lombo-sagrada demonstrou significativa limitação da flexão com uma incapacidade para rectificar a lordose lombossacral.
  • A amplitude de movimento da anca foi testada por meio de movimentos combinados e estava significativamente reduzida bilateralmente nos conjuntos extensão/rotação externa e flexão/abdução/rotação externa.
  • A força da abdução/extensão foi 4/5 na anca direita, em relação ao esquerdo, que foi 4+/5.
  • Os movimentos articulares acessórios estavam limitados em múltiplas articulações, incluindo a charneira tóraco-lombar e os segmentos L3-S1 e as ancas.
  • A palpação da coluna lombar e da anca revelou aumento da sensibilidade e dor dos músculos paravertebrais, os músculos adutores da anca, da musculatura anterior da anca e dos músculos iliopsoas bilateralmente.

Tratamento

A paciente foi vista nove vezes por ano num período de dois anos. A seguir está uma lista de exercícios e técnicas utilizadas para o seu tratamento:
  1. Mobilização articular da coluna vertebral e anca. A mobilização da coluna foi feita com técnicas grau 4/4+, focadas na redução da escoliose da paciente. Foram realizadas mobilizações da anca utilizando uma técnica mantida por 5-7min para os deslizamentos no sentido posterior e póstero-medial, dentro a tolerância da paciente. Durante esta técnica a paciente foi orientada a "empurrar a perna para baixo" e depois relaxar. Testes de movimento foram repetidos no final de cada tratamento para observar a melhoria na amplitude de movimentos e redução dos sintomas.
  2. Mobilização dos tecidos moles dos paraespinhais, da musculatura da anca e dos músculos iliopsoas.
  3. Exercícios de fortalecimento, incluindo o reforço abdominal e exercícios específicos de fortalecimento da anca. Os exercícios de fortalecimento da anca incluíram a extensão/abdução da anca com um Theraband cinza ao redor dos tornozelos. A paciente foi orientada a realizar estes exercícios de ambos os lados, diariamente.
  4. Foram dados exercícios de alongamento da anca para realizar em casa. Estes incluíram alongamento da anca em abdução/rotação externa, extensão/rotação externa.
  5. Foram ensinadas técnicas de auto-massagem para realizar diariamente para tratar a rigidez muscular.
  6. Foi feita educação postural, com foco em minimizar a hiperlordose lombar.

Até o final do segundo ciclo de tratamento a paciente teve uma boa compreensão de como gerir a sua condição e encontrava-se a realizar o seu programa de forma consistente em casa. Mesmo assim, ela continua a precisar de mais tratamento com terapia manual, aproximadamente uma vez a cada 3 meses, quando volta a sentir a dor aguda.

A paciente relata que foi capaz de continuar com as AVDs sem problemas, desde de que mantenha o programa de alongamentos 2X/dia e realize os exercícios como recomendado pelo fisioterapeuta. A paciente faz natação 3X/semana, usa uma bicicleta ergométrica por 30 min 3X/semana, e limita as caminhadas a 15-20min por dia.
Ela tem dor só depois de sentada por longos períodos de tempo, relatada como 5/10 na EVA, e descreve a dor como "estando ciente de que sente uma moedeira."

Conclusão

Neste estudo de caso clínico, a paciente apresentava achados clínicos suficientes para apoiar o diagnóstico de fase 3 de CAA e foi tratada biomecanicamente, o que resultou no êxito da gestão dos seus sintomas e retorno às atividades funcionais.

Falta na literatura uma discussão sobre as diferentes fases e uma descrição dos resultados e tratamento para cada estágio. No entanto, olhando para a pesquisa sobre capsulite adesiva do ombro, os terapeutas podem fazer comparações e aplicar os princípios de avaliação e tratamento em conformidade até a investigação poder confirmar de forma mais definitiva as suposições aqui apresentadas.



Lowe R. Adhesive capsulitis of the hip: A case report: An entity in question. Man Ther. 2012 Sep 20.

O exercício físico e regulação da temperatura na Esclerose Múltipla

A Visual Health Information publicou um novo artigo. Neste respondem à seguinte questão:

De que forma o exercício físico afeta as respostas regulatórias térmicas em pacientes com esclerose múltipla (EM), e pode o arrefecimento pré-exercício ajudar a mitigar quaisquer reações adversas ao exercício nestes indivíduos?

Para responder a esta questão, foi realizada uma pesquisa abrangente no banco de dados PubMed (durante Junho de 2012) por trabalhos que abordaram esta questão específica. 

Cinco estudos preencheram os critérios para inclusão nesta revisão, todos aceitando o pressuposto de que os pacientes com EM são geralmente sensíveis ao calor, quer a origem desse calor seja o ambiente externo quer seja o aumento da temperatura corporal, como ocorre com o exercício.

A maioria dos estudos que utilizou algum tipo de pré-arrefecimento antes do exercício demonstrou melhoria no desempenho físico da pessoa com EM (assim como em indivíduos saudáveis). Este efeito pode durar de 70 min a 2-3 horas após o arrefecimento. Revisões de literatura identificaram vários métodos diferentes de arrefecimento, incluindo a ingestão de água com gelo e aplicação de compressas de gelo, mas os dois métodos preferidos pela literatura são a imersão em banho a 16-17°C e o vestuário de arrefecimento, como coletes ou combinação colete/chapéu).
Várias ideias têm sido apresentadas para explicar o mecanismo através do qual o o pré-arrefecimento melhora a função motora. Atualmente, descobriu-se que os efeitos sobre o sistema nervoso central (ao invés de periféricos) ocorrem tanto em indivíduos normais como com EM, com um aumento da temperatura central, maior em doentes com EM devido à menor amplitude de potencial de ação muscular e ao tempo de condução motora central ser prolongado no tempo. O arrefecimento pode trabalhar sobre estes aspectos do funcionamento do sistema nervoso para produzir uma melhoria funcional por um período de tempo após o arrefecimento. Além disso, a maior capacidade de realizar exercícios resultaria na redução dos efeitos da fadiga e do desuso muscular comumente vistos como resultado da EM.
Com base nesta revisão, pode concluir-se que arrefecimento pré-exercício tem resultados promissores para pessoas com EM. Com base nas recomendações dos artigos revistos, a VHI selecionou os seguintes exercícios:





Esta newsletter mensal está disponível de forma gratuita no site Visual Health Information.



Veja este e outros sites de prescrição de exercícios terapêuticos;

Marino FE. Heat reactions in multiple sclerosis: an overlooked paradigm in the study of comparative fatigue. International journal of hyperthermia : the official journal of European Society for Hyperthermic Oncology, North American Hyperthermia Group. 2009;25:34-40.

Syndulko K, Ke D, Ellison GW, Baumhefner RW, Myers LW, Tourtellotte WW. Comparative evaluations of neuroperformance and clinical outcome assessments in chronic progressive multiple sclerosis: I. Reliability, validity and sensitivity to disease progression. Multiple Sclerosis Study Group. Mult Scler. 1996;2:142-156.

Capello E, Gardella M, Leandri M, et al. Lowering body temperature with a cooling suit as symptomatic treatment for thermosensitive multiple sclerosis patients. Italian journal of neurological sciences. 1995;16:533-539.

Wilson TE, Johnson SC, Petajan JH, et al. Thermal regulatory responses to submaximal cycling following lower-body cooling in humans. European journal of applied physiology. 2002;88:67-75.
White AT, Wilson TE, Davis SL, Petajan JH. Effect of precooling on physical performance in multiple sclerosis. Mult Scler. 2000;6:176-180.

Fisioterapia Respiratória - Glossário

Elaborado pelo Grupo Internacional de Fisioterapia para Fibrose Cística
Este glossário define termos usados na fisioterapia para distúrbios respiratórios. Fisioterapia Respiratória é definida como o controle físico de problemas ou possíveis problemas em pacientes com distúrbios respiratórios, com o objetivo de obter e manter função máxima e minimizar a progressão da doença.

A fisioterapia para distúrbios respiratórios pode incluir inaloterapia, técnicas de depuração das vias respiratórias e terapia física. Os termos e expressões usados neste glossário estão presentes no livreto do Grupo Internacional de Fisioterapia para Fibrose Cística (IPG/CF, pelas iniciais em inglês) "Fisioterapia no tratamento da Fibrose Cística" (tradução livre), disponível online no site www.cfww.org/IPG-CF/. Os termos e expressões fisiológicos comuns, definidos nos livros de fisiologia respiratória, não estão incluídos. Novas edições do glossário serão lançadas à medida que forem introduzidos novos termos e palavras e aumentem os grupos de usuários. O glossário está disponível no website do IPG/CF mencionado acima.

A equipe do IPG/CF:

L. Lannefors, Departamento de Medicina Respiratória, Lund University Hospital, Suécia
B. Button, Departamento de Alergia, Imunologia e Medicina Respiratória, The Alfred Hospital, Melbourne, Austrália
J. Chevaillier, IPG/CF, Bélgica
S. Gursli, Centro Nacional para a Fibrose Cística, Ullevål University Hospital, Oslo, Noruega
M. McIlwaine, Departamento de Fisioterapia, BC Children`s Hospital, Vancouver, Canadá
B. Oberwaldner, Divisão de Doenças Respiratórias e Alérgicas, Departamento de Pediatria, University of Graz, Áustria
J. Pryor, Departamento de Fibrose Cística, Royal Brompton Hospital, Londres, Inglaterra
Palavra/Termo/Expressão
Definição
Ciclo Ativo das Técnicas de Respiração (ou ACBT, pelas iniciais em inglês)Técnica de depuração das vias aéreas. Um ciclo das técnicas de Controle Respiratório (BC), Exercícios de Expansão Torácica (TEE) e da Técnica de Expiração Forçada (FET).
Fluxo AéreoExpresso em volume/tempo, (l/min.)
Velocidade do Fluxo AéreoExpressa em distância/tempo, (m/min.), rapidez
Técnica de Depuração das Vias Aéreas
(ACT, pelas iniciais em inglês)
Estratégia para a desobstrução das vias aéreas (com ou sem aparelho) usada para auxiliar a remoção do muco pelo descolamento, deslocamento, transporte e expectoração de secreção das vias aéreas.
Drenagem Autógena Assistida
(AAD)
É a Drenagem Autógena (AD) realizada com assistência em bebês, crianças pequenas ou indivíduos incapazes de seguir instruções ou de participar ativamente do tratamento.
Drenagem Autógena
(AD)
Técnica de depuração das vias aéreas utilizando a pressão ótima do fluxo expiratório em diferentes níveis de volume pulmonar.
Pressão Positiva de Duplo Nível nas Vias Aéreas
(BiPAP)
Ventilação assistida com calibração independente das pressões positivas inspiratória e expiratória.
Controle Respiratório
(BC)
Respiração cíclica normal encorajando o uso da parte inferior do peito e o relaxamento da parte superior e dos ombros.
Percussão/Tapotagem TorácicaPercussão (tapotagem) rítmica na parede do tórax usando a(s) mão(s) com uma flexão/extensão do pulso ou um aparelho mecânico.
Compressão TorácicaCompressão manual ou mecânica do tórax na direção do movimento normal das costelas na expiração.
Exercício(s) de Mobilidade TorácicaExercícios físicos para manter ou aumentar a mobilidade da parede torácica.
Fisioterapia TorácicaTermo ambíguo usado no passado para definir a terapia de depuração/desobstrução das vias aéreas.
Vibração/Agitação TorácicaAgitação ou vibração da parede torácica na direção do movimento normal das costelas, durante a expiração.
Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP, pelas iniciais em inglês)Ventilação assistida com a mesma calibração de pressão positiva durante todo o ciclo da respiração.
Técnica da TosseUso da tosse de forma controlada, a volumes pulmonares específicos, para verificar a existência e/ou auxiliar a remoção de secreções brônquicas.
Controle da TosseSer capaz de controlar a tosse para prevenir a ocorrência de paroxismos ou ataques de tosse improdutiva.
Respiração com Resistência Expiratória (ERB)Expiração contra uma resistência ao fluxo. A seleção do tipo e do tamanho da resistência depende da estratégia fisiológica, dos objetivos imediatos e das necessidades individuais.
Técnica da Expiração Forçada
(FET, pelas iniciais em inglês)
Expirações forçadas (exalações ou huffs) intercaladas por períodos de controle respiratório (BC).
Alta Pressão Expiratória Positiva
(Hi-PEP)
Técnica de depuração das vias aéreas combinando a Pressão Expiratória Positiva (PEP) com a Expiração Forçada contra um aparelho que provoca resistência ao fluxo de ar.
Exalar, exalaçãoExalação é a expiração forçada com a glote aberta.
Aparelho de Inalação (Inalador)Um aparelho através do qual os medicamentos em pó ou em aerossol podem ser inalados.
InaloterapiaAplicação de medicamentos em pó ou em aerossol nas vias aéreas através da inalação.
Terapia ManualO tratamento das juntas e dos músculos por mobilização, manipulação e alongamento específicos.
Drenagem Postural ModificadaAdaptação da drenagem postural para eliminar as posições de cabeça para baixo.
Depuração MucociliarMovimento fisiológico do muco das vias aéreas pelo sistema de transporte mucociliar, em direção à boca.
NebulizadorAparelho que aerossoliza um líquido.
Sistema NebulizadorEquipamento composto de uma fonte de energia e de um nebulizador funcionando como uma unidade.
Ventilação Não-Invasiva (NIV, pelas iniciais em inglês)Ventilação assistida aplicada de forma não-invasiva com uma máscara ou um bocal para os pacientes respirarem espontaneamente, com calibração independente para as pressões inspiratória e expiratória, valores de fluxo e níveis de ativação.
Pressão Expiratória Positiva Intermitente (OscPEP, pelas iniciais em inglês)Técnica de depuração das vias aéreas que utiliza os efeitos da pressão expiratória positiva intermitente e do fluxo intermitente, combinados com a tosse.
(A OscPEP foi originalmente desenvolvida com o uso de Destin/Scandipharm Flutter VRP1.)
PercussãoVer “Vibração/Agitação Torácica”.
Atividade FísicaUsada para influenciar o padrão respiratório, a ventilação e a distribuição da ventilação.
1) Participação em esportes, em jogos com esforço físico e em atividades normais diárias (ADL), etc.
2) Ativação física de um bebê ou uma criança nova utilizando seus reflexos motores, sua maturidade motora e curiosidade atuais
Os grupos-alvo são crianças de todas as idades, adolescentes e adultos.
Exercício FísicoExercícios dirigidos à preservação ou aprimoramento de uma função física específica.
Treinamento FísicoUm programa de exercícios físicos estruturados e repetidos planejado com o propósito de aprimorar/manter a capacidade de exercitar, a resistência, a mobilidade, a força muscular e a postura.
PosicionamentoUso do posicionamento corporal para aproveitar os efeitos da gravidade para mudar a capacidade residual funcional (FRC) regional e para aumentar a ventilação regional com o objetivo de
  • melhorar o padrão de deposição aerossol
  • facilitar a drenagem de secreções bronquiais
  • prevenir / tratar a atelectasia
Pressão Expiratória Positiva
(PEP)
Técnica de depuração das vias aéreas que utiliza os efeitos do volume da respiração cíclica contra uma resistência expiratória, combinados com a FET ou tosse. (A PEP foi desenvolvida originalmente usando o sistema AstraTech PEP.)
Drenagem Postural
(PD)
Uso da gravidade para a drenagem de secreções guiada pela anatomia bronquial.
Drenagem Postural & Percussão
(PD & P)
Técnica de depuração das vias aéreas que combina a drenagem postural e a percussão/tapotagem torácica.
Respiração com Lábios ContraídosGeração de pressão positiva nas vias aéreas através da expiração contra os lábios parcialmente fechados.
AgitaçãoVer “Vibração / Agitação Torácica”
Exercício de Expansão Torácica
(TEE, pelas iniciais em inglês)
Inspiração profunda para obter capacidade pulmonar máxima.
VibraçõesVer “Vibração / Agitação Torácica”

Fisioterapia Respiratória Básica - Dirceu Costa

Abaixo, o link para download do livro:

O caminho para o abismo médico - Prof. Dr. Eduardo Santana de Araujo


Depois das provas...

Boa Noite, visitantes e seguidores queridos do meu coração!
Vim aqui publicamente pedir desculpas pelo meu sumiço, mas a culpa não é minha! Com tantas provas, trabalhos, gravações de um telejornal...  Manifesto contra o PEC 37 , #vemprarua e #não ao Ato Médico, outras coisas mais...

Mas vamos lá ...


Nós voltamos!!!

Abraços da equipe 

Andreia Dias Condé
Juliana Oliveira
Nathanael Amparo